Petróleo avança com tensões no Oriente Médio, mas acumula perdas de 6% na semana
Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira (8) com a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, ainda sem avanços concretos para alcançar um acordo de paz.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em alta de 1,23%, a US$ 101,29 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho subiram 0,64%, a US$ 95,42 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Na semana, porém, o Brent recuou 6,36%, enquanto o WTI tombou 6,39%.
Conflito no Oriente Médio
Os investidores seguiram atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que apresentou uma nova escalada de tensões com uma troca de ataques entre os dois países no Golfo Pérsico.
As forças militares dos EUA afirmaram ter atingido petroleiros iranianos vazios que tentavam contornar o bloqueio naval americano contra portos iranianos. Enquanto isso, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou hoje que forças navais iranianas apreenderam o petroleiro Ocean Koi no Mar de Omã.
Consequentemente, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que Teerã está totalmente preparado para reagir a eventuais ações militares dos norte-americanos.
Já o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo entre os dois países ainda está vigente, apesar dos ataques recentes. O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também disse a repórteres que espera ainda hoje uma resposta do Irã quanto às negociações de paz.
Para a Capital Economics, as condições de oferta do petróleo tendem a seguir apertadas por alguns meses, já que a recuperação dos fluxos levará tempo. “Com isso, é provável que as cotações permaneçam voláteis ao longo do segundo semestre deste ano”, avalia.
Já a Fitch Ratings considera que o petróleo deve seguir valorizado no curto prazo enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado. Nesse contexto, o Brent tende a oscilar entre US$ 100 e US$ 110 por barril de maio a julho.
Mais adiante, porém, a agência vê um quadro de excesso de oferta, o que deve abrir espaço para recuo das cotações nos meses seguintes.
*Com informações de Estadão Conteúdo