Mercados

Petróleo caí após início com pouca alteração enquanto mercado avalia interrupções devido à guerra

06 abr 2026, 6:14 - atualizado em 06 abr 2026, 6:14
petróleo
(Foto: Reuters/Eli Hartman)

Os preços do petróleo iniciaram uma queda nesta segunda-feira (6), após um início de negociação com pouco alteração nas negociações, enquanto investidores aguardam mais clareza sobre o andamento das conversas entre Estados Unidos e Irã, ao mesmo tempo em que permanecem cautelosos quanto a perdas prolongadas de oferta devido a interrupções no transporte marítimo.

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Os contratos futuros do Brent caiam 1,14 centavos, ou 1,05%, para US$ 107,9 por barril às 6h10 (horário de Brasília). Já os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA eram negociados em queda de 1,91 centavos, ou 1,71%, a US$ 109,6 por barril.

Os movimentos de preços nas negociações asiáticas desta segunda-feira foram ofuscados por uma alta de 11% do WTI e um avanço de 8% do Brent na sessão anterior, na quinta-feira (2), o maior aumento absoluto de preços desde 2020.

Neste domingo (5), Trump aumentou a pressão sobre Teerã, ameaçando, em uma publicação nas redes sociais repleta de palavrões na Páscoa, atacar usinas de energia e pontes do Irã na terça-feira (7) caso o estratégico Estreito de Ormuz não seja reaberto. Ainda assim, os preços permaneceram em grande parte inalterados nas negociações desta segunda-feira.



Irã e Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades que poderia entrar em vigor ainda hoje e reabrir o Estreito de Ormuz, disse uma fonte familiarizada com as propostas.

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O Estreito de Ormuz, por onde passam petróleo e derivados provenientes do Iraque, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, permanece em grande parte fechado devido a ataques iranianos a embarcações após o início da guerra em 28 de fevereiro.

“A impossibilidade de reabrir o Estreito de Ormuz está se tornando mais uma questão de vitória política”, disse Mukesh Sahdev, fundador e CEO da consultoria XAnalysts.

Devido às interrupções no fornecimento no Oriente Médio, refinarias estão buscando fontes alternativas de petróleo, especialmente para cargas físicas nos Estados Unidos e no Mar do Norte britânico.

Alguns navios, no entanto — incluindo um petroleiro operado por Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa — atravessaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira, mostraram dados de transporte marítimo, refletindo a política do Irã de permitir a passagem de embarcações de países que considera mais amigáveis.

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A guerra ameaça se prolongar, já que o Irã informou oficialmente aos mediadores que não está disposto a se reunir com autoridades dos EUA em Islamabad nos próximos dias, e os esforços para alcançar um cessar-fogo chegaram a um impasse, informou o The Wall Street Journal na sexta-feira.

No domingo, a OPEP+, composta por alguns membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, concordou com um aumento modesto de 206 mil barris por dia para maio.

No entanto, essa decisão deve permanecer em grande parte apenas no papel, já que vários dos principais produtores do grupo não conseguem elevar a produção devido à guerra.

O fornecimento russo foi recentemente afetado por ataques de drones ucranianos a terminais de exportação no Mar Báltico. Reportagens da mídia no domingo informaram que o terminal de Ust-Luga retomou os carregamentos no sábado após dias de interrupções.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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