Petróleo recua quase 5% com alívio na tensão entre EUA e Irã
Os preços do petróleo aceleraram os ganhos nesta segunda-feira (2) com o alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Por volta de 11h50 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para abril, operam em queda de 4,75%, a US$ 66,01 barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para março, registraram recuo de 4,85%, a US$ 62,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
Durante a semana passada, os EUA intensificaram sua presença naval no Oriente Médio depois que o presidente Donald Trump ameaçou repetidamente o Irã com intervenção, caso o país não concorde com um acordo nuclear ou não pare de matar manifestantes.
Na última sexta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irá deseja chegar a um acordo, mas sem mais detalhes, e no dia seguinte, ele declarou que o país persa estava “conversando seriamente com Washington”.
Já ontem (1º), em meio as negociações, lideranças iranianas alertaram para o risco de um conflito regional caso os EUA ataquem o país.
Vale lembrar que os EUA realizaram ataques contra o Irã em junho do ano passado. O país persa é um dos principais exportadores para a China, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo.
Além disso, as preocupações com a possibilidade da oferta global de petróleo exceder a demanda voltaram a ser o foco das atenções após a redução da tensão no Oriente Médio.
“Os riscos geopolíticos mascaram um mercado de petróleo fundamentalmente pessimista”, afirmou a Capital Economics em nota divulgada na última sexta-feira.
“O exemplo histórico da guerra de 12 dias do ano passado (entre Israel e Irã), e um mercado de petróleo bem abastecido, ainda exercerão pressão sobre os preços do petróleo Brent até o final de 2026”, acrescentaram.
A valorização do dólar também pressiona o desempenho do petróleo. “A queda é reforçada por uma ampla realização nos mercados de commodities e pelo fortalecimento do dólar, que pressionou preços denominados na moeda americana”, destacaram os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, do Bradesco BBI.
Impacto na bolsa brasileira
Na bolsa brasileira, as ações das petroleiras recuam em bloco na esteira do desempenho da commodity no mercado internacional.
A Petrobras (PETR3;PETR4), considerada um dos pesos-pesados do Ibovespa, recua mais de 2% e figuram como os papéis mais negociados na B3.
Por volta de 11h50, as ações preferenciais PETR4 recuavam 2,49%, a R$ 36,89. Já as ações ordinárias PETR3 tinham queda de 2,67%, a R$ 39,31.
No mesmo horário, Prio (PRIO3) tinha queda de 1,45%, a R$ 50,25; e Brava Energia (BRAV3) operava com perda de 3,39%, a R$ 18,26; PetroReconcavo (RECV3) recuava a 4,16%, a R$ 10,83. Acompanhe o Tempo Real.
*Com informações de Reuters