Mercados

Petróleo volta a subir à medida que aumentam as incertezas sobre a trégua entre EUA e Irã

19 jun 2026, 4:40 - atualizado em 19 jun 2026, 4:40
petroleo-petrobras-anp
(Foto: AlterYourReality / iStock)

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (19), à medida que a perspectiva de uma trégua duradoura entre os Estados Unidos e o Irã foi colocada em dúvida após o cancelamento das negociações de paz na Suíça e diante da intensificação dos ataques de Israel ao Líbano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Às 4h39 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 24 centavos, ou 0,30%, para US$ 80,09 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subia 34 centavos, ou 0,45%, para US$ 76,19 por barril. O contrato de julho, referente ao mês mais próximo de vencimento, expira na segunda-feira. Ambos os contratos caminhavam para uma perda semanal de cerca de 8%.

A Suíça informou que as conversas entre os Estados Unidos e os negociadores iranianos sobre um pacto para encerrar o conflito no Oriente Médio não ocorreriam nesta sexta-feira, enquanto o vice-presidente americano JD Vance cancelou seus planos de viagem, aumentando as incertezas sobre as perspectivas de uma trégua duradoura.

“Os preços podem ter atingido o fundo e podemos ver uma nova alta acompanhada de muita volatilidade, já que fissuras já surgiram no memorando de entendimento”, afirmou Vandana Hari, fundadora da empresa de análise do mercado de petróleo Vanda Insights.

“Esse não é o cenário geopolítico que daria ao mercado confiança para retomar o trânsito pelo Estreito de Ormuz.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Nesta quinta-feira (18), ambos os contratos de referência atingiram seus níveis mais baixos desde o início de março, depois que vários navios-tanque, incluindo três embarcações de bandeira saudita transportando 6 milhões de barris de petróleo bruto, atravessaram o estreito poucas horas após os presidentes do Irã e dos Estados Unidos assinarem um acordo provisório para encerrar a guerra entre os dois países.

Analistas esperam que o acordo libere para os mercados globais mais de 85 milhões de barris de petróleo que estavam retidos no Golfo do Oriente Médio. O acordo também prevê o levantamento das sanções americanas sobre o petróleo iraniano, o que ampliaria ainda mais a oferta.

“Os traders ainda aguardam evidências concretas de que o tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz está realmente voltando à normalidade antes de apostar em uma nova rodada de queda dos preços”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM.

Antes da guerra, aproximadamente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo transitava pelo estreito, e analistas sugerem que o comércio poderá retornar à normalidade nos próximos meses caso o acordo entre Estados Unidos e Irã seja mantido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os produtores do Oriente Médio também estão se preparando para retomar as exportações.

A Kuwait Petroleum Corp informou ontem que cancelou, com efeito imediato, todos os avisos de força maior emitidos durante a guerra.

Os campos petrolíferos do Iraque estão prontos para retomar a produção, e a extração voltará gradualmente aos níveis normais, restabelecendo os volumes anteriores, afirmou o ministro do Petróleo do país, Basim Mohammed.

No entanto, Israel continua sua guerra contra o Hezbollah no Líbano, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar