PF prende ex-presidente do BRB em investigação sobre banco Master
A Polícia Federal (PF) prendeu, na manhã desta quinta-feira (16), Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), em investigação relacionada ao caso Master.
O executivo foi detido em Brasília durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, segundo informações do portal G1.
Ele é investigado por não seguir práticas de governança e permitir negócios com o Banco Master sem nenhum lastro.
Um advogado ligado a Paulo Henrique Costa, acusado de montar uma estrutura de lavagem de dinheiro, também seria alvo da ação.
De acordo com a PF, que não divulgou nomes, agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal (DF) e em São Paulo.
Nessa etapa da Operação Compliance Zero, estão sendo investigados crimes financeiros, de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Paulo Henrique Costa esteve à frente do comando do BRB a partir de 2019, indicado por Ibaneis Rocha, então governador do DF, até novembro de 2025, quando, após decisão judicial em meio às investigações, foi afastado do cargo.
O executivo conduziu a tentativa de compra do Master pela instituição, mas o negócio foi impedido pelo Banco Central (BC), que, em seguida, liquidou o Master.
Ativos do BRB ligados ao Master
Na última sexta-feira (10), a atual governadora do DF, Celina Leão, informou que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Master que foram incorporados pelo BRB.
A medida ocorre em meio a uma crise de confiança da instituição estatal, devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Master.
A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.
De acordo com o governo do Distrito Federal, o plano apresentado pelos investidores prevê R$ 4 bilhões em pagamento à vista ao BRB e R$ 11 bilhões por meio de instrumentos financeiros atrelados aos ativos negociados.
Os detalhes desses instrumentos, no entanto, não foram divulgados.
*Com informações da Reuters e Agência Brasil