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Piora nos números: Inadimplência no agronegócio sobe para 8,8% no 1T26, aponta Serasa Experian

17 jul 2026, 11:17
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(Foto: Reuters/Adriano Machado)

A inadimplência entre produtores rurais brasileiros chegou a 8,8% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados inéditos divulgados pela Serasa Experian. O índice representa uma alta de 1,2 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,6 ponto percentual na comparação com o quarto trimestre de 2025.

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O levantamento considera dívidas de pessoas físicas ligadas ao agronegócio com atraso superior a 180 dias e mostra que os produtores seguem enfrentando dificuldades para recuperar a capacidade financeira.

“Mesmo com uma perspectiva mais favorável para alguns segmentos do agronegócio, os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor”, afirmou Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian.

Além do aumento da inadimplência, a Serasa também identificou deterioração na qualidade de crédito dos produtores. A pontuação média do Agro Score, ferramenta da empresa para avaliação de risco, caiu de 606 pontos no primeiro trimestre de 2025 para 591 pontos no mesmo período deste ano.

Segundo Pimenta, o cenário reforça a necessidade de ferramentas mais precisas para avaliação de crédito.

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“Cada propriedade rural possui características próprias, e compreender essas particularidades é essencial para uma análise de risco mais assertiva”, disse.

Perfil dos inadimplentes

Na análise por perfil, os produtores sem registro rural apresentaram o maior índice de inadimplência, de 11%, seguidos pelos grandes proprietários (9,9%), médios (8,6%) e pequenos produtores (8,3%).

O recorte por idade mostra que a inadimplência é mais elevada entre produtores de 30 a 39 anos, seguida pelas faixas de 18 a 29 anos e 40 a 49 anos. A partir dos 50 anos, os índices passam a diminuir gradualmente.

Regionalmente, o Norte lidera o ranking, com inadimplência de 13,2%, à frente do Nordeste (10,2%) e do Centro-Oeste (10,1%). As menores taxas foram registradas no Sudeste (7,3%) e no Sul (6,2%).

Metodologia

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De acordo com a metodologia da Serasa Experian, o indicador considera uma base de 10,7 milhões de pessoas físicas da população rural brasileira e inclui apenas dívidas entre R$ 1 mil e cinco anos de atraso relacionadas ao financiamento e às atividades do agronegócio.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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