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Santander vê ação com potencial de alta de 115% e desconto de 45% frente aos pares

03 jul 2026, 14:53 - atualizado em 03 jul 2026, 14:53
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Santander vê ação com potencial de alta de 115% e desconto de 45% frente aos pares (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

Embora tenha mantido recomendação outperform (equivalente à compra), o Santander cortou o preço-alvo para os papéis da Plano&Plano (PLPL3) de R$ 21 para R$ 18, o que ainda implica um potencial de valorização de 115% em relação à cotação atual.

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Em relatório, o banco apontou que a nova precificação reflete a redução nas estimativas de lucro para a construtora após a incorporação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) e do primeiro trimestre de 2026 (1T26)este último considerado abaixo das expectativas.

Por volta das 13h50 (de Brasília) desta sexta-feira (3), as ações da companhia, que não integram o Ibovespa, avançavam 1,7% na bolsa de valores. No mesmo horário, o principal índice da B3 (IBOV) subia perto de 1%. Acompanhe o tempo real.



Santander corta projeções para lucro, lançamentos e vendas

Embora continue com uma visão positiva para a Plano&Plano, o Santander passou a projetar um lucro líquido para a empresa de R$ 397 milhões em 2026, redução de 24% em relação à estimativa anterior, e de R$ 516 milhões em 2027, corte de 21%.

Além disso, o banco também revisou para baixo suas expectativas operacionais. A projeção para os lançamentos caiu para R$ 5,4 bilhões em 2026 (-11%) e R$ 6,1 bilhões em 2027 (-9%).

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No caso das vendas, as estimativas foram reduzidas para R$ 4,9 bilhões neste ano (-6%) e R$ 5,8 bilhões no próximo (-7%).

Segundo os analistas, as revisões incorporam o desempenho mais fraco do primeiro trimestre, mudanças na estratégia comercial da companhia e uma postura mais conservadora em relação às perspectivas macroeconômicas.

O Santander reduziu, ainda, a projeção de margem bruta para a construtora para:

  • 29,2% em 2026 (queda de 4,18 pontos percentuais frente à estimativa anterior);
  • 31,4% em 2027;
  • 32,3% em 2028.

Entre os motivos para o corte nas margens, o relatório citou descontos concedidos para acelerar a venda de estoques, gastos adicionais na conclusão de empreendimentos do programa Pode Entrar (em parceria com a Prefeitura de São Paulo) e um cenário mais pressionado para os custos de construção, influenciado pela alta do petróleo.

O que o Santander gostou

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Apesar das revisões, o banco avalia que a Plano&Plano está atacando um de seus principais desafios: a execução comercial.

De acordo com a casa, a companhia implementou mudanças importantes neste ano, como a criação de um comitê para acompanhar a margem das vendas, a redução dos descontos concedidos aos clientes e a análise dos preços de projetos considerados menos rentáveis.

Na avaliação do Santander, essas medidas podem até reduzir o ritmo de comercialização no curto prazo, mas tendem a melhorar a rentabilidade e a qualidade da operação a médio prazo.

Expansão continua no radar

O relatório também destaca que a empresa, que atualmente concentra sua operação em São Paulo, estuda entrar em uma nova região, num projeto que estaria em estágio avançado.

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Segundo o banco, o novo mercado poderia gerar cerca de R$ 1 bilhão em VGV (Valor Geral de Vendas) por ano, com menor concorrência e foco nas Faixas 1 a 3 do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Por que o Santander continua otimista?

Mesmo após reduzir as estimativas, o Santander considera que as ações da Plano&Plano seguem negociadas a um valuation atrativo.

Pelas contas da instituição, os papéis estão cotados a cerca de 3,3 vezes o lucro (P/L) estimado para 2027, um desconto de aproximadamente 45% em relação aos pares.

Além disso, entre outros argumentos que sustentam a recomendação outperform, o banco citou a liderança da Plano&Plano no MCMV em São Paulo e a demanda ainda favorável do programa habitacional.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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