Plano&Plano (PLPL3) registra vendas de R$ 842 milhões no primeiro trimestre
A Plano&Plano (PLPL3) registrou vendas líquidas de R$ 841,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado (-1,6%), mas com forte queda de 45,6% frente ao quarto trimestre.
A queda sequencial ocorre em meio a um aumento relevante dos distratos, que somaram R$ 99,5 milhões entre janeiro e março, alta de 35,2% na comparação anual. Com isso, a relação entre distratos e vendas brutas subiu de 7,9% para 10,6% no período.
Apesar disso, no critério de participação da companhia, o desempenho foi mais positivo. As vendas líquidas %Plano&Plano alcançaram R$ 796 milhões, avanço de 3,4% sobre o primeiro trimestre de 2025.
O ticket médio das unidades vendidas ficou em R$ 268,4 mil, alta de 13,8% na base anual. A companhia destacou que o movimento reflete a venda de produtos com maior valor agregado ao longo do período.
Nos lançamentos, a Plano&Plano colocou no mercado quatro empreendimentos no trimestre, totalizando 3.663 unidades e um VGV de R$ 989,3 milhões. O valor representa alta de 60,4% em relação ao quarto trimestre, mas queda de 16% na comparação anual.
“O ticket médio dos lançamentos no trimestre foi de R$ 270,1 mil”, informou a companhia, apontando leve variação frente aos períodos anteriores.
O indicador de vendas sobre oferta (VSO) em 12 meses ficou em 51,1% ao fim de março, com leve recuo de 1,2 ponto percentual frente ao observado no fim de 2025. Ainda assim, a companhia afirma que o indicador “tem se mantido historicamente em patamares saudáveis”.
Já o estoque disponível para venda encerrou o trimestre em R$ 3,9 bilhões, crescimento de 19% na comparação anual, com 11.765 unidades.
No banco de terrenos, o potencial de vendas (VGV) atingiu R$ 34,5 bilhões ao fim de março, com 95% concentrado na cidade de São Paulo. A companhia também atingiu um novo recorde de unidades em construção, com 44.269 unidades, alta de 46,2% em relação a um ano antes.
A geração de caixa foi pressionada no período. A companhia reportou consumo de R$ 79,9 milhões no trimestre, influenciado por fatores operacionais e financeiros.
Entre eles, está o descasamento no recebimento de cerca de R$ 70 milhões relacionados à entrega de unidades do programa Pode Entrar. “Desse valor, foram recebidos aproximadamente R$ 20 milhões neste primeiro trimestre, enquanto os outros R$ 50 milhões estão previstos para o segundo trimestre de 2026”, afirmou a companhia.
A Plano&Plano também destacou o volume de vendas para profissionais autônomos, cujos repasses tendem a se concentrar ao longo do segundo trimestre, o que deve contribuir positivamente para a geração de caixa no período.