Por que a Cury (CURY3) surpreendeu no 4T25, segundo BTG e BBI
A equipe de analistas do Bradesco BBI manteve a visão positiva sobre a Cury (CURY3) em 2026, após a construtora divulgar sua prévia operacional do quarto trimestre de 2025 (4T25).
Em relatório, o banco destacou que os números sinalizaram resiliência operacional da companhia e reiterou a recomendação de compra das ações, com preço-alvo de R$ 47 para as ações, que representa potencial valorização de 48% em relação ao preço do último fechamento, de R$ 31,64.
Forte geração de caixa
O BBI ressaltou que a geração de caixa da Cury voltou a surpreender e, combinada à disciplina na gestão de lançamentos e vendas, confirma a capacidade da empresa de manter margens saudáveis e remunerar os acionistas. Em 2025, os dividendos pagos somaram R$ 1,35 bilhão, equivalente a um dividend yield de 14%.
Entre outubro e dezembro, a construtora registrou geração de caixa recorde de R$ 321 milhões, crescimento de 113% frente ao mesmo período de 2024, marcando o 27º trimestre consecutivo com resultado positivo.
No acumulado de 2025, a geração de caixa também bateu recorde e alcançou os R$ 683 milhões, avanço de 46% em base anual.
Ao todo, os lançamentos com participação da Cury totalizaram R$ 1,18 bilhão em valor geral de vendas (VGV) no quarto trimestre, alta de 11% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Já as vendas líquidas somaram R$ 1,44 bilhão, crescimento de 22%.
A velocidade de vendas líquidas dos últimos 12 meses, medida pelo indicador VSO, ficou em 76,3%, patamar considerado “saudável” pelo BBI, apesar da leve redução anual de 0,8 ponto percentual.
O preço médio por unidade foi de R$ 336,4 mil no 4T25, avanço de 15,4% frente ao 3T25, refletindo, segundo o relatório, a maior participação de produtos de tíquete mais elevado.
Já o landbank (banco de terrenos) encerrou o último trimestre avaliado em R$ 24,6 bilhões, aumento de 23% em relação a um ano antes, reforçando, na visão do BBI, a capacidade de crescimento da companhia.
“Apesar de alguma normalização nos volumes, o VSO dos últimos 12 meses acima de 76% e a expansão do landbank indicam continuidade do ritmo de expansão”, avaliaram os analistas.
“Com valuation atrativo, forte carrego e dividend yield projetado de 8% para este ano, vemos espaço para reação positiva das ações, especialmente após a queda recente de 11% no mês”, prosseguiram.
Visão do BTG
Na mesma linha, o BTG Pactual classificou os números como “sólidos”, apontando que a Cury entregou resultados operacionais em linha com as expectativas, com vendas próximas à projeção interna.
Assim como o BBI, o banco também destacou que a geração de fluxo de caixa livre foi o principal ponto positivo do quarto trimestre.
“A empresa registrou geração de R$ 321 milhões no período, acima da nossa estimativa de cerca de R$ 250 milhões, o que implica um impressionante rendimento anualizado de fluxo de caixa livre de 13%”, escreveu em relatório. “Isso reforça nossa confiança no modelo de negócios com baixo investimento em ativos e no rigoroso controle operacional.
Segundo o BTG, a Cury deve seguir apresentando crescimento sólido, rentabilidade acima da média do setor e retorno consistente de capital aos acionistas.
O banco também reiterou a recomendação de compra para as ações, afirmando que elas negociam a um múltiplo P/L estimado de 8 vezes para 2026. O preço-alvo é de R$ 44, indicando potencial valorização de 39%.