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Por que a TIM é a grande vencedora na compra da Oi Móvel

15 dez 2020, 10:33 - atualizado em 15 dez 2020, 10:33
Tim TIMP3
Encurtando a distância: ativos da Oi ajudarão TIM a encostar na Vivo e na Claro (Imagem: Gustavo Kahil/Money Times)

O passo mais importante da recuperação judicial da Oi (OIBR3) foi dado ontem (14), com a venda da operação de telefonia móvel para o consórcio formado por suas rivais TIM (TIMS3), Vivo (VIVT3) e Claro por R$ 16,5 bilhões. Mas, para o mercado, a grande vencedora do dia é a TIM.

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É verdade que a empresa pagará a maior parte da aquisição (R$ 7,8 bilhões, ou cerca de 45% do total), mas a recompensa está à altura. “A TIM será a companhia mais beneficiada pela consolidação do mercado de telefonia móvel, devido à relevância do negócio de celulares nos seus resultados consolidados”, afirma o Banco Safra, em relatório assinado por Luis Azevedo e Silvio Dória.

Como a Oi Móvel será dividida entre as vencedoras do leilão de venda

TIM Vivo Claro
Clientes 14,5 milhões 10,5 milhões 11,2 milhões
Espectro 54% do total 46% do total não terá direito
Infraestrutura 7,2 mil pontos de acesso 2,7 mil pontos de acesso 4,6 mil pontos de acesso
Preço-base R$ 7,3 bilhões R$ 5,5 bilhões R$ 2,9 bilhões
Fonte: Safra

A dupla explica que mais de 94% de sua receita consolidada provém da telefonia móvel, enquanto, na Vivo, esse percentual é de 65%. Considerando-se que a Oi Móvel gera uma receita anual de R$ 7,2 bilhões, a TIM acrescentará R$ 2,9 bilhões ao seu faturamento, o que equivale a 17% de sua receita líquida atual.

Para a Vivo, o negócio adicionará R$ 2,1 bilhões em receitas, um acréscimo de apenas 5% sobre sua receita total.

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Maior fatia

“Acima de tudo, a TIM receberá a maior fatia das operações de telefonia móvel da Oi (cerca de 45% dos ativos), não apenas em número de clientes, mas também em licenças de radiofrequência, encurtando a distância de espectro em relação às concorrentes”, afirma o Safra.

O banco reafirmou a recomendação de outperform (desempenho esperado acima da média do mercado) para os dois papéis, com preço-alvo de R$ 56 para VIVT3 e de R4 19 para TIMS3. Os valores embutem uma alta potencial de 22% e 30%, respectivamente, sobre as cotações utilizadas como referência pelo Safra.

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Diretor de Redação do Money Times
Ingressou no Money Times em 2019, tendo atuado como repórter e editor. Formado em Jornalismo pela ECA/USP em 2000, é mestre em Ciência Política pela FLCH/USP e possui MBA em Derivativos e Informações Econômicas pela FIA/BM&F Bovespa. Iniciou na grande imprensa em 2000, como repórter no InvestNews da Gazeta Mercantil. Desde então, escreveu sobre economia, política, negócios e finanças para a Agência Estado, Exame.com, IstoÉ Dinheiro e O Financista, entre outros.
marcio.juliboni@moneytimes.com.br
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