Mercados

Postura hawkish do Fed provoca fuga de capital de mercados emergentes em setembro

07 out 2026, 10:56
Federal Reserve Fed Fomc EUA Estados Unidos
Foto: Jeremy Edwards/iStock

Os investidores estrangeiros retiraram US$ 26,3 bilhões de ações e títulos de mercados emergentes em setembro, a primeira saída mensal desde junho, à medida que a postura hawkish (dura com a inflação) do Federal Reserve impulsionou os rendimentos dos Treasuries e a valorização do dólar, segundo relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF).

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Os investidores não residentes retiraram US$ 7 bilhões dos ativos de renda fixa dos mercados emergentes no mês passado, a primeira saída líquida desde março, quando a escalada do conflito no Oriente Médio abalou os mercados globais.

Os mercados emergentes ficaram sob pressão em setembro depois que o Fed, sob o comando de Kevin Warsh, elevou as taxas de juros pela primeira vez desde 2023 e sinalizou que a inflação continuava sendo uma preocupação. A medida fez com que os rendimentos dos Treasuries subissem acentuadamente, impulsionou o dólar e levou os investidores a se afastarem de alguns ativos de maior risco.

“A pressão se intensificou na segunda metade do mês, à medida que os fundos de títulos em moeda forte passaram a registrar saídas na semana da decisão do Fomc e os spreads de crédito em dólares dos mercados emergentes se ampliaram”, constatou o relatório.

“Olhando para o futuro, um Fed de Warsh com postura hawkish que projeta novos aumentos, um BoJ (Banco do Japão) com sua taxa básica de juros no maior nível desde 1995 e um aperto monetário generalizado nas economias avançadas aumentam os obstáculos para o carry trade dos mercados emergentes no quarto trimestre”, acrescentou.

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Enquanto isso, as fortes vendas estrangeiras de ações sul-coreanas geraram uma saída de US$ 19,2 bilhões das ações de mercados emergentes em setembro, segundo o IIF.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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