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Pré-mercado: A escalada das tensões no país

22/03/2021 - 8:57
Buscando a composição de uma harmonia ideal / A Voz Suprema do Blues (2020)

Bom dia, pessoal!

Entramos nesta semana com muitas frentes para avaliar. No Brasil, a pandemia, a questão fiscal e a pressão política marcam presença.

Enquanto isso, no exterior, os agentes devem se atentar às relações comerciais entre os EUA e a China, à curva de juros do Tesouro americano e às novas taxas corporativas mais altas no futuro, já discutidas por aqui.

Acredita-se que a probabilidade de aumentos de impostos neste ano pode aumentar se a economia mostrar força particular.

Hoje, os mercados abrem o dia com fraqueza na Europa, com a maioria dos índices relevantes em queda, enquanto os futuros dos EUA acompanham o tom negativo. A ver…

A união faz a força

Mais e mais pessoas cobram de Brasília uma responsabilização na gestão da crise, bem como uma atividade mais séria diante da calamidade que se forma no país.

A América Latina como um todo, na verdade, tem concentrado um terço das mortes, com uma taxa de vacinados ainda pouco expressiva (6%). O Brasil, como não poderia deixar de ser, pelo tamanho e poderio econômico, é o que mais chama atenção.

No auge da pandemia no país, muitos se preocupam com as perspectivas fiscais e econômicas, tensionadas pelo contexto político, muito menos convidativo desde o falecimento de Major Olímpio, senador por São Paulo.

Vários setores da sociedade e do Congresso não estão nada satisfeitos com o que foi feito até aqui. Chamou atenção a divulgação no fim de semana da “Carta dos Economistas”, assinada por vários representantes do mercado financeiro, criticando a gestão da Saúde até agora.

Novas falas do Fed e o conflito entre EUA e China

Uma série de falas de dirigentes e autoridades do Federal Reserve dos EUA está marcada para hoje. O presidente do Fed tem comentado a inovação na condução da política monetária e as novas falas poderão abordar questões como a gestão do balanço do banco central americano e a importância da independência da instituição. Isso chama atenção, pois a mensagem até aqui tem sido: não se estresse.

Hoje (22), por enquanto, as Treasuries de dez anos estão acomodadas abaixo de 1,70%, mas mudanças desse panorama poderão afetar o valuation dos ativos de risco.

Enquanto isso, a política internacional se apresenta como um fator complicador. As negociações entre EUA e China no Alasca, sinalizadas neste espaço na semana passada, foram encerradas sem nenhum progresso, após a abertura pouco amistosa.

O governo Biden, apesar da abordagem geral mais ligada ao multilateralismo, parece não querer mudar muito a condução das negociações com a China. Pelo menos a volatilidade dos tweets de madrugada acabou.

A falta que faz um banco central independente

O presidente turco, Recep Erdogan, destituiu o dirigente do banco central, Naci Agbal, no fim de semana.

A demissão de mais um presidente da autoridade monetária derrubou a lira turca, que opera fraca no momento, e acrescenta um novo fator de pressão sobre os mercados emergentes, com potencial de afetar o mercado brasileiro, em especial o cambial.

O que aconteceu? Bem, o banco central turco havia aumentado as taxas de juros em 200 pontos-base na sexta-feira passada e, portanto, os mercados parecem estar interpretando isso como um sinal de mudança de política monetária, em linha com o que o Brasil fez.

Mas lembrem-se: existe um trade-off aqui. Você tenta reequilibrar o câmbio e ancorar novamente a inflação às custas de menores estímulos ao crescimento. Erdogan não ficou nada feliz. Isso mostra um pouco da importância da independência da autoridade monetária, que não pode jamais ser refém de vieses políticos.

Anote aí!

Para o Brasil, marcam o dia a leitura do relatório Focus, do indicador de expectativa de inflação dos consumidores, da sondagem da indústria e da balança comercial semanal — sobre este último, vale o paralelo com os dados sul-coreanos, que apresentaram exportações bem fortes nos primeiros 20 dias de março, refletindo a intensidade da demanda global.

Vale reforçar que a tendência atual é de deslocamento de demanda de serviços para bens de consumo, padrão que deverá ser verificado até o segundo semestre de 2021.

No exterior, destaque para o índice de atividade nacional em fevereiro dos EUA, bem como as vendas de moradias e, como já dito, as falas das autoridades vinculadas ao Fed — Jerome Powell participa do BIS Innovation Summit hoje também.

Paralelamente, a Zona do Euro deverá impor sanções à China e outras economias hoje, por conta da pandemia. O impacto é negativo para as perspectivas de retomada do crescimento.

Muda o que na minha vida?

Até quando haverá preocupação sobre a escalada da inflação nos EUA? Na semana passada, Powell reiterou que o banco central não planeja reverter seus esforços maciços de estímulo até que a recuperação econômica da pandemia esteja completa.

Ainda que o primeiro movimento tenha soado positivo para o mercado, os investidores não ficaram tão satisfeitos assim, desfazendo-se dos títulos e elevando os yields para cima de 1,70%, o nível mais alto em um ano.

A mudança rotineira de humor mostra o cabo de guerra mental ocorrendo em todos os mercados, fazendo com que operem em modo temático.

Veja, enquanto muitos investidores estão se preparando para um boom econômico no final deste ano, a ansiedade tem crescido sobre os efeitos colaterais adversos, como a inflação, que poderia forçar o Federal Reserve a aumentar as taxas de juros ou reduzir as compras de títulos antes do esperado.

Forte crescimento econômico (o tipo que esperávamos desde o verão passado) fecha o hiato do produto e leva à pressão inflacionária. Graças ao pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden e às campanhas de vacinação, as autoridades do Fed agora projetam que o PIB dos EUA subirá 6,5% neste ano, mais do que os 4,2% projetados em dezembro.

Enquanto isso, a taxa de desemprego deverá cair para 4,5% no final do ano – a em 2023, a taxa de desemprego pode voltar a 3,5%, onde estava antes da pandemia.

Assim, parcelas do mercado estão se perguntando se a escolha do Fed de não se mexer até 2023 pode significar que ele será forçado a tomar medidas mais dramáticas no futuro, e temem que a inflação possa persistir por mais tempo do que as autoridades pensam.

Em outras palavras, teme-se que o Fed fique “behind the curve”, assim como fizeram os bancos centrais brasileiro e turco. Até que a inflação pareça de fato ser temporária, deveremos ter essa pressão.

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Última atualização por Lucas Eurico Simões - 22/03/2021 - 8:57

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