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Pré-Mercado: Ibovespa pode ter mais um dia de alta

George Wachsmann
08/12/2021 - 8:43
We have a deal: Congresso chega a um acordo / O Predador (1987)

Oportunidades do dia

Dia decisivo na Semana da Renda Fixa

Hoje é o dia da última reunião do Copom do ano, em que será decidida enfim a taxa Selic. Gabriel Mallet, nosso head de renda fixa, vai enviar uma oportunidade imperdível no seu e-mail; o que posso adiantar é que não terá limite de aporte. Atenção à sua caixa de entrada por volta das 10h!

Bom dia, pessoal!

Nesta quarta-feira (8), as ações asiáticas tiveram mais um bom dia após outra grande alta em Wall Street ontem (7), com os investidores apostando que a nova variante do coronavírus – considerada uma cepa de baixa gravidade, apesar de muito transmissível — não representará uma grande ameaça para a economia.

O movimento na Ásia se deu apesar de o Japão ter sua estimativa de crescimento para o último trimestre rebaixada para -3,6% de uma contração relatada anteriormente de 3%.

A mudança refletiu a redução da demanda e do comércio, além de níveis mais baixos de estoques privados.

Como o parlamento japonês deve aprovar um pacote de estímulo recorde proposto de 56 trilhões de ienes (US$ 490 bilhões), o mercado ficou menos preocupado.

Já as Bolsas europeias, por sua vez, não conseguem definir uma direção única nesta manhã, em um movimento de ajuste depois da alta de ontem e receio pelos atritos entre Ucrânia e Rússia.

Pelo menos os futuros americanos conseguem sustentar a continuidade do otimismo verificado até aqui, não tornando-se impeditivos para um Ibovespa com mais um dia de alta.

A ver…

Problema resolvido? Espera mais um pouquinho…

Na noite de ontem, o Senado e a Câmara entraram em um acordo para a PEC dos Precatórios.

Para hoje, inclusive, está prevista a promulgação parcial da emenda constitucional que trata dos precatórios e da mudança no teto de gastos, garantindo espaço fiscal de R$ 60 bilhões, o que pode dar mais gás para o mercado brasileiro, que já conseguiu seu quarto dia de alta seguido.

No mais tardar, segundo as lideranças congressistas, os imbróglios devem ser resolvidos até o final da semana que vem, antes do prazo final do dia 22 de dezembro.

Se esse fosse o único tema do dia, as coisas estariam mais tranquilas. Ainda temos o Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciando a taxa básica de juros (Selic) depois do fechamento de mercado.

A expectativa generalizada é por uma alta de 150 pontos-base da Selic, colocando-a em 9,25% ao ano.

A grande dúvida está no comunicado que acompanha a decisão, se ele vai contratar mais uma alta de mesma amplitude, preocupado com a ancoragem das expectativas de inflação, ou se já vai começar a desacelerar.

Ânimo americano

Se formos nos recordar, há menos de duas semanas, o humor do mercado estava decididamente diferente do de agora.

A nova variante do coronavírus ameaçava forçar novos bloqueios em todo o mundo, ao mesmo tempo que os EUA enfrentavam uma batalha pelo teto da dívida e o Federal Reserve começava a apertar sua política monetária. Ainda bem que as coisas parecem ter mudado.

Tanto é verdade que o Nasdaq e o S&P 500 tiveram seu melhor dia desde março, quando a vacinação contra a Covid-19 estava aumentando e os americanos se sentiam otimistas com seu verão pós-pandemia.

Enquanto isso, no âmbito político, os legisladores chegaram a um acordo que permite aos democratas aumentar o teto da dívida.

O acordo abre caminho para que o teto da dívida seja aumentado poucos dias antes de o país enfrentar um calote sem precedentes, o que alivia bastante a tensão sobre os mercados.

Uma variante mais suave?

A recuperação desta semana tem ocorrido depois que o mercado registrou duas semanas de quedas consecutivas, pressionado por preocupações sobre a propagação da variante ômicron.

Os recentes comentários do Dr. Anthony Fauci, o principal conselheiro médico da Casa Branca, sugerem que a nova variante pode ser menos perigosa do que a delta e têm encorajado os investidores, mesmo que leve mais algumas semanas para saber se ela de fato é mais contagiosa, se causa quadros mais graves ou se é mais resistente às vacinas.

Ainda assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que as vacinações devem prevenir casos graves de Covid-19 relacionados à ômicron.

Até o momento, as restrições relacionadas à variante geralmente não afetaram a economia diretamente, apesar dos ruídos na Europa.

Uma alternativa encontrada por alguns países e algumas cidades americanas é o mandato/passaporte de vacinação, o que evitaria que pessoas não vacinadas frequentassem aglomerações.

A medida é polêmica e enfrenta resistência, mas aparece como alternativa nesta etapa da pandemia – ninguém mais quer fechar a economia.

Anote aí!

Lá fora, nos EUA, o destaque do dia está na Pesquisa de Abertura de Emprego e Rotatividade de Mão de Obra (JOLTS, na sigla em inglês).

Os economistas preveem 10,5 milhões de vagas no último dia útil de outubro, apenas 600 mil a menos que o recorde de 11,1 milhões em julho. Com a escassez de mão de obra em foco, os dados de hoje aumentaram de importância.

Ainda na América do Norte, o Banco do Canadá anuncia sua decisão de política monetária.

Em sua reunião de final de outubro, o banco encerrou seu programa de flexibilização quantitativa e sinalizou seu primeiro aumento nas taxas de juros. Na Europa, os mercados acompanham a posse de Olaf Scholz como chanceler da Alemanha, encerrando o governo de 16 anos de Merkel.

No Brasil, além das discussões expostas acima, o Senado pode votar o novo marco cambial.

Além disso, a Câmara pode votar urgência para os projetos que tratam da BR do Mar e do novo Refis, enquanto o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-juiz Sergio Moro (Podemos) se reúnem em São Paulo para tratar de eleição presidencial.

No âmbito econômico, destaque para a possibilidade de o Tribunal de Contas da União (TCU) julgar o edital de privatização da Eletrobras e a divulgação do resultado do varejo em outubro.

Muda o que na minha vida?

As tensões geopolíticas entre Ocidente e Oriente continuam a se elevar. Os problemas na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia estão sob os holofotes internacionais.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, relatou uma série de consequências potenciais se houver uma escalada militar, mas não descartou atuação por meio da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para estabilizar a situação, que já se estendeu por tempo demais.

Os aliados dos EUA e da Europa estão avaliando sanções contra os maiores bancos da Rússia e a capacidade do país de converter rublos em dólares e outras moedas estrangeiras, caso Vladimir Putin decida invadir a Ucrânia.

O presidente Biden deve delinear as ameaças econômicas em breve, com a inteligência dos EUA sugerindo que pode haver uma invasão envolvendo até 175 mil soldados russos em 2022.

Já em relação à China, apontando para os “crimes contra a humanidade” (leia-se direitos humanos) do gigante asiático, o governo dos EUA está boicotando os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, que acontecerão de 4 a 20 de fevereiro em Pequim.

Enquanto os atletas americanos estarão livres para competir, o corpo diplomático será impedido de participar do evento, prejudicando ainda mais as relações, que já estão em seu ponto mais baixo em décadas.

A escalada de tensões entre os EUA e outros players não é recente e pode ser um dos temas a serem discutidos pelo mercado no ano que vem.

A Rússia e a China, no fim das contas, têm influência sobre o crescimento e o fornecimento de energia global, o que coloca a situação em um ponto de ainda mais estresse.

Mercados emergentes, como o Brasil, tenderiam a se sensibilizar mais com este tipo de esgarçamento de relações.

Um abraço,

Jojo Wachsmann

Última atualização por Lucas Eurico Simões - 08/12/2021 - 8:43

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