São Paulo entra em alerta para temporais: o que provoca a nova onda de chuvas intensas no estado?
O serviço meteorológico Climatempo emitiu alerta para temporais em todas as regiões do estado de São Paulo entre os dias 9 e 13 de setembro de 2026.
As áreas com maior risco são o centro-sul e o leste paulista, incluindo a capital paulista, a Região Metropolitana de São Paulo, a Baixada Santista e o Vale do Paraíba.
Nessas regiões, são esperados volumes de chuva entre 100 mm e 200 mm, o que supera a média histórica de precipitação para todo o mês de setembro. Já nas áreas próximas à divisa com o Paraná, a previsão indica volumes entre 100 mm e 140 mm.
Na cidade de São Paulo, os acumulados previstos para esses cinco dias podem variar entre 150 mm e 175 mm — quase o dobro da média mensal histórica de chuvas, de 83mm.
Segundo a Climatempo, a situação é resultado de uma combinação de fatores. Entre eles estão a formação de uma frente fria associada a um ciclone extratropical, cujos efeitos devem ser sentidos em diversas regiões do estado.
O serviço enfatiza ainda que a instabilidade decorrente das chuvas poderá causar transtornos à população.
Por que acontecerão os temporais?
O risco de chuva forte no estado de São Paulo foi ampliado por uma combinação de eventos meteorológicos, que atuam em diferentes regiões do Brasil.
Segundo a Climatempo, a atmosfera sobre o estado já se encontrava bastante úmida. Ao mesmo tempo, uma frente fria se forma sobre o Sul do país e o Paraguai e se associa a um ciclone extratropical, intensificando áreas de baixa pressão atmosférica.
O serviço tranquiliza ao afirmar que o ciclone não avançará sobre São Paulo, mas que a proximidade com essas áreas de baixa pressão facilitará a formação de nuvens carregadas sobre o estado. A frente fria deve avançar entre a noite de sexta-feira (11) e o sábado (12).

Além disso, uma corrente de ar quente e úmido vinda da Amazônia, conhecida pelos meteorologistas como jato de baixos níveis, também atuará com força sobre São Paulo.
Diante do cenário, a recomendação é que a população acompanhe a atualização das previsões meteorológicas e os alertas dos órgãos de monitoramento, especialmente nas áreas com maior risco de chuva intensa e temporais.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.