PRIO (PRIO3) e Brava (BRAV3) elevam produção em junho e analistas veem avanço operacional
A PRIO (PRIO3) e a Brava Energia (BRAV3) divulgaram seus dados operacionais de junho nesta quinta-feira (3), ambas mostrando crescimento da produção na comparação com maio. Os números foram recebidos de forma positiva por analistas, que destacaram a melhora operacional das petroleiras, embora tenham apontado impactos pontuais de manutenção e paralisações temporárias em alguns ativos.
A PRIO registrou produção média de 172,9 mil barris de petróleo por dia em junho, alta de 5% em relação ao mês anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pelo Cluster Valente, formado por Frade e Wahoo, que adicionou 6,8 mil barris por dia na comparação mensal, e pelo campo de Peregrino, com alta de 5,6 mil barris por dia.
As vendas de petróleo somaram 5,43 milhões de barris em junho, alta de 8% sobre maio e acima do volume produzido no período. No segundo trimestre, a produção média atingiu 167,3 mil barris por dia, avanço de 13 mil barris frente ao primeiro trimestre.
Para a XP Investimentos, os números foram “marginalmente positivos”, uma vez que a melhora já era parcialmente antecipada pelos dados diários divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A corretora destacou o início da operação do quarto e último poço de Wahoo, que deve sustentar a produção do ativo em torno de 40 mil barris por dia.
O Itaú BBA também avaliou os dados da PRIO como “positivos”, ressaltando que o ramp-up de Wahoo e a contribuição integral do novo poço de Peregrino compensaram a menor produção em Frade. Ainda assim, a casa ponderou que o resultado já era amplamente esperado pelo mercado.
Na mesma linha, o Safra afirmou que os embarques mais fortes no segundo trimestre, combinados aos preços mais elevados do Brent, “sugerem números operacionais fortes” para a companhia.
Já a Ágora destacou que, desconsiderando os efeitos temporários das manutenções em Frade e Albacora Leste e considerando um mês cheio de produção do quarto poço de Wahoo, a PRIO deve se aproximar de 180 mil barris por dia. A casa acrescenta que a produção pode atingir 200 mil barris por dia quando a companhia consolidar os 20% restantes de Peregrino.
A Brava Energia, por sua vez, reportou produção total de 84,5 mil barris de óleo equivalente por dia em junho, alta de 4% em relação a maio. A produção de petróleo avançou para 64,9 mil barris por dia, enquanto a de gás atingiu 19,6 mil boepd.
O crescimento foi puxado principalmente por Papa-Terra, Parque das Conchas e Potiguar, além do aumento da produção em Manati. Em contrapartida, Atlanta registrou queda na comparação mensal. As vendas de petróleo totalizaram 3,08 milhões de barris, alta de 82% sobre maio.
A XP classificou os dados da Brava como “positivos” e afirmou que a produção de petróleo ficou ligeiramente acima de sua estimativa, principalmente devido ao desempenho melhor que o esperado dos ativos terrestres.
A Ágora avaliou que a Brava “segue se recuperando em ritmo constante”, com destaque para Potiguar e Papa-Terra, embora Atlanta tenha sido o principal ponto negativo do mês.
Já o Safra ressaltou que o avanço da produção foi liderado por Papa-Terra, Potiguar e Parque das Conchas. O banco chamou atenção, porém, para a parada programada de manutenção em Papa-Terra, antecipada do quarto trimestre para a segunda metade de julho, que poderá reduzir temporariamente a produção da companhia nas próximas semanas.
Em termos de recomendação, as casas seguem construtivas com as duas petroleiras. A XP mantém recomendação de compra para PRIO e Brava. O Itaú BBA tem recomendação Market Perform para a PRIO, com preço-alvo de R$ 74, enquanto o Safra mantém classificação Neutra, com preço-alvo de R$ 69. Para a Brava, o Safra também tem recomendação Neutra, com preço-alvo de R$ 23.