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Prio (PRIO3), Petrobras (PETR4) e outras petroleiras têm forte alta na B3

28 set 2026, 14:23
(Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (28), em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.

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As ações da Prio lideram os ganhos desde os primeiros minutos de negociação. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), PRIO3 subia 3,91%, a R$ 61,67.

A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.

Segundo relatório do Itaú BBA divulgado mais cedo, a companhia também tem a preferência dos investidores no setor, atrás apenas de Petrobras.

“Os desdobramentos envolvendo o conflito entre EUA e Irã, combinados à baixa convicção dos investidores quanto à sua duração, levaram os investidores a esperar por um ponto de entrada mais atrativo na ação, que poderia surgir caso os preços do petróleo recuassem”, destaca a equipe de analistas liderada por Monique Greco.

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Os papéis de Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também operam entre os papéis mais negociados na B3.

Por volta de 13h50, horário de Brasília, ações ordinárias PETR3 registravam um alta de 2,75%, a R$ 54,50, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 2,38%, a R$ 49,13 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 25,3 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 1,569 bilhão, no mesmo horário.

“Os investidores continuam favorecendo a Petrobras devido ao atual cenário de margens de refino fortes, ao mesmo tempo em que enxergam uma assimetria positiva decorrente das eleições e de uma produção no próximo ano acima do esperado, mesmo que a companhia não reflita integralmente esse potencial de valorização em seu próximo plano estratégico”, destacaram também os analistas do Itaú BBA.

Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3), negociada fora do IBOV, subia 4,39%, a R$ 10,95, enquanto Brava Energia (BRAV3) tinha ganho de 2,58%, a R$ 17,86.

Petróleo acima de US$ 100

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A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.

Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força em meio às incertezas sobre o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

No fim de semana, os Estados Unidos rejeitaram uma proposta de acordo de Teerã, feita à margem da Organização das Nações Unidas (ONU).

Já hoje, a Reuters informou que mediadores devem realizar negociações separadas com os EUA e o Irã até amanhã (29), com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, e mediadores do Catar nos EUA.

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No início da tarde, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro subia mais de 1%, no nível de US$ 105 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Mais cedo, o Brent foi cotado a US$ 108,83 por barril, com alta de mais de 4%, na máxima intradia.



No mesmo horário, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para o mesmo mês registrava ganho de 0,63%, a US$ 92,99 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, depois de atingir US$ 108,83 na máxima intradia.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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