Mercados

Quais ações são impulsionadas pelo ‘trade’ de Flávio Bolsonaro, segundo o Citi

05 out 2026, 14:20
Flavio Bolsonaro
(Imagem: REUTERS/Diego Vara)

O Citi avalia que a liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial reforça a percepção de um cenário econômico mais amigável ao mercado, embora a definição da corrida presidencial ainda dependa do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

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Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro aparecia com 47,1% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva somava 45%. Apesar da vantagem, nenhum dos candidatos atingiu a maioria absoluta necessária para garantir a vitória já na primeira rodada.

Segundo os estrategistas do Citi, o resultado fortalece a expectativa de um arcabouço econômico mais orientado ao mercado, sustentado por maior disciplina fiscal, inflação mais controlada, incentivos à iniciativa privada e aumento da confiança dos investidores.

Na visão da instituição, esse cenário tende a favorecer os ativos de risco e contribuir para a redução dos prêmios exigidos pelos investidores para aplicar no Brasil.

Citi mantém preferência por ações de maior beta

Diante desse contexto, o Citi afirma continuar com preferência por ações de maior beta, ou seja, papéis que costumam reagir de forma mais intensa aos movimentos do mercado.

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O banco avalia que essas empresas podem capturar melhor uma eventual melhora do apetite por risco e uma retomada mais forte da atividade nos mercados de capitais.

Entre as principais apostas estão a plataforma de investimentos XP (XP), a operadora da bolsa B3 (B3SA3) e o banco de investimentos BTG Pactual (BPAC11).

Na avaliação dos analistas, essas companhias estariam entre as maiores beneficiadas por um ambiente de maior confiança econômica, juros de longo prazo mais baixos e aumento do fluxo para produtos financeiros e mercado de capitais.

Veja todas as recomendações do Citi, em um cenário de vitória para Flávio:

EmpresaTickerRecomendaçãoPreço-alvo
CyrelaCYRE3CompraR$ 32,00
MultiplanMULT3CompraR$ 36,00
XP Inc.XPCompraUS$ 23,00
B3B3SA3CompraR$ 20,00
SabespSBSP3CompraR$ 32,50
AssaíASAI3Neutro / Alto RiscoR$ 9,50
CBR BrasilCEAB3Compra / Alto RiscoR$ 16,00
HapvidaHAPV3Neutro / Alto RiscoR$ 11,00
PetrobrasPETR4NeutroR$ 47,00
ValeVALE3CompraR$ 18,00

Brasil segue como mercado favorito na América Latina

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O Citi ressalta que o Brasil já ocupa posição de destaque entre suas preferências para a América Latina e que um eventual governo visto como mais favorável ao mercado aumentaria ainda mais essa convicção.

Segundo o banco, um cenário de maior compromisso fiscal poderia contribuir para a queda dos prêmios de risco, redução das taxas de juros de longo prazo e condições mais favoráveis para a valorização da Bolsa brasileira.

Além disso, o resultado do primeiro turno coloca Flávio Bolsonaro como favorito para a disputa final. O Citi destaca que, desde a redemocratização, nenhum candidato que terminou a primeira etapa da eleição presidencial na liderança acabou derrotado no segundo turno.

Incerteza ainda não desapareceu

Apesar da leitura positiva para os ativos brasileiros, os estrategistas fazem um alerta: a disputa segue apertada e a incerteza eleitoral deve continuar influenciando os mercados nas próximas semanas.

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Por isso, o banco acredita que eventuais ganhos observados após o primeiro turno podem ser acompanhados de volatilidade, à medida que investidores monitoram pesquisas, alianças políticas e a migração dos votos dos candidatos eliminados.

Em outras palavras, embora o resultado tenha fortalecido a visão construtiva do Citi para o mercado brasileiro, a definição do cenário político e seus impactos para a economia ainda dependerão da decisão dos eleitores no segundo turno de 25 de outubro.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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