Mercados

Quais são as top picks na bolsa para atravessar o 2º semestre com ‘tranquilidade’, segundo bancões

13 ago 2026, 7:00
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(Imagem: Divulgação)

Com fatores de volatilidade no radar dos investidores, como eleições presidenciais, gastos elevados nas contas públicas, o conflito no Oriente Médio e a política monetária dos Estados Unidos, fica a dúvida: quais são as recomendações de grandes instituições para atravessar esse cenário conturbado na bolsa brasileira?

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O Itaú BBA segue com recomendação de compra para o Brasil e vê o país como o mais atrativo na América Latina, devido ao desconto no valuation do Ibovespa (IBOV).

O BBA está posicionado em Brasil com foco em empresas de infraestrutura sensíveis aos juros (bond proxies), enquanto a exposição aos setores cíclicos domésticos foi reduzida. O banco de investimentos também aumentou a participação em companhias exportadoras.

O Goldman Sachs, em relatório, também enxerga uma oportunidade nos ativos da América Latina, devido ao risco geopolítico relativamente menor e porque considera que diversos segmentos do mercado negociam a múltiplos atrativos.

Os estrategistas de alocação do banco defenderam recentemente que ativos reais e diversificação geográfica estão entre as principais estratégias para reduzir riscos em portfólios multimercados, ajudando a equilibrar a elevada concentração no setor de tecnologia, os riscos inflacionários e outros fatores, ao mesmo tempo em que preservam a exposição à inovação nos portfólios globais.

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Como riscos para as bolsas da região, o Goldman menciona a condução da política econômica, visto que o Brasil realizará em breve as eleições presidenciais; a queda nos preços das commodities; os juros mais elevados por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos); e a eventual retomada do interesse dos investidores por mercados emergentes mais expostos à inteligência artificial (IA).

A Santander Corretora, diante da indefinição e ausência de catalisadores no curto prazo no Ibovespa, está com uma posição mais conservadora, de acordo com o estrategista de ações Ricardo Peretti. Com isso, a casa reduziu a exposição a nomes cíclicos e manteve certa concentração em bancos brasileiros, mas com visão neutra diante dos juros ainda elevados.

A corretora também aposta nos segmentos de saneamento e energia e commodities, incluindo nomes “peso-pesado” do Ibovespa.

Confira abaixo as principais apostas de ações do BBA, Goldman e Santander Corretora:

AçãoSetorItaú BBAGoldman SachsSantander Corretora
Petrobras (PETR4)Petróleo e gás
Equatorial (EQTL3)Energia elétrica
Axia (AXIA3)Infraestrutura digital
Multiplan (MULT3)Shoppings
Rede D’Or (RDOR3)Saúde
Bradesco (BBDC4)Bancos
Sabesp (SBSP3)Saneamento
Direcional (DIRR3)Construção civil
BTG Pactual (BPAC11)Serviços financeiros
Gerdau (GGBR4)Siderurgia
Embraer (EMBR3)Aeroespacial e defesa
Prio (PRIO3)Petróleo e gás
Marfrig (MRFG3)Proteína animal
Itaú Unibanco (ITUB4)Bancos
Copasa (CSMG3)Saneamento
Orizon (ORVR3)Gestão de resíduos
Eneva (ENEV3)Energia e gás natural
Vale (VALE3)Mineração
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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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