Economia

Qual é o limite para valorização do real? BTG projeta câmbio a R$ 5,10 no fim de 2026

25 maio 2026, 16:57 - atualizado em 25 maio 2026, 16:58
dólar câmbio
(Imagem: Pexels)

O BTG Pactual prevê, em relatório, uma desvalorização do real até outubro, devido ao aumento da volatilidade doméstica com a proximidade das eleições. O banco estima um câmbio de R$ 5,10 para o fim de 2026.

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O dólar contra a moeda brasileira saiu de cerca de R$ 6 no começo de 2025 para abaixo de US$ 4,90 nas últimas semanas, diante do aumento do fluxo global para emergentes exportadores de commodities, em meio às tensões geopolíticas e às incertezas envolvendo as gigantes de tecnologia e a inteligência artificial.

O BTG diz que o modelo de taxa real efetiva de câmbio ainda indica espaço para apreciação adicional, dada a estimativa de câmbio efetivo aproximadamente a R$ 4,70.

“Contudo, entendemos que o fechamento deste gap depende, prospectivamente, mais dos fatores domésticos, uma vez que nos últimos meses houve um momentum favorável por razões externas ao Brasil”, afirmam os economistas do BTG Álvaro Frasson e Arthur Mota.

“Prospectivamente, acreditamos que um cenário de distensionamento dos conflitos geopolíticos deveria provocar um movimento de ajuste ao fluxo recente, seja pela normalização do preço do petróleo, seja pelo momentum positivo para ativos de crescimento/tecnologia“, avaliam os economistas.

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Com isso, o DXY poderia ganhar força, o que atrapalharia a tendência de apreciação do real, de acordo com os analistas.

Fatores que pesam contra o real

De acordo com o banco, o risco de crédito soberano (CDS Brazil 10Y) e a volatilidade do real brasileiro em relação ao S&P 500 estão historicamente baixas, mas a proximidade com as eleições presidenciais tende a elevar o risco-país no curto prazo.

Outro ponto mencionado no relatório pelo BTG é que, apesar de o Brasil praticar elevadas taxas de juros nominais e reais, o ciclo de política monetária doméstico ainda é de corte de juros, enquanto a maioria dos países emergentes precifica uma elevação nas taxas de juros para os próximos 12 meses. Ou seja, o afrouxamento monetário também pode desfavorecer o real.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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