4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA – e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas
O Ibovespa (IBOV) terá uma nova carteira a partir de maio, com menos quatro ações, na visão do Itaú BBA.
Para o banco, SLC Agrícola (SLCE3), IRB(Re) (IRBR3), Cyrela PN (CYRE3) e Localiza PN (RENT4) devem ser excluídos da carteira teórica do principal índice da bolsa brasileira.
“Esses papéis estão atualmente fora da zona de ‘buffer‘ da metodologia do índice, já que seus índices de negociabilidade relativa estão mais baixos do que em rebalanceamentos anteriores. Esse é o caso de SLC Agrícola e de IRB (Re)”, escreveram os analistas liderados por Daniel Gewehr, em relatório.
Cyrela e Localiza devem sair, segundo o Itaú BBA, porque os parâmetros de negociação estão abaixo do necessário para manutenção no índice.
A equipe de analistas afirma que nenhuma nova ação deve ser incluída no Ibovespa neste momento. “Entendemos que isso ocorre porque os parâmetros de negociação (volume negociado e número de negócios) se tornaram mais concentrados em empresas de grande capitalização (“large caps”) na janela analisada”, afirmaram.
O Itaú BBA, por sua vez, não descarta a aparição de Tenda (TEND3) nas futuras prévias da B3. “No momento, vemos baixa probabilidade de entrada neste rebalanceamento, mas é um nome a ser acompanhado para os próximos.”
Composição do Ibovespa
A composição da carteira do Ibovespa, que é rebalanceada a cada quatro meses, leva em conta alguns fatores, como índice de negociabilidade (IN), o volume de negociação e o status da empresa — companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo.
O desempenho das ações não é considerado um critério de entrada ou saída no índice.
Antes de entrar em vigor, a B3 divulga três prévias nos dias 1º, 15 e 30 de abril. A nova composição entra em vigor em 4 de maio e permanece negociada até o fim de agosto.