Banco do Brasil (BBAS3), Ambipar (AMBP3), Petrobras (PETR4) e outros destaques desta terça-feira (20)
O payout e calendário de remuneração do Banco do Brasil (BBAS3), a mudança na diretoria da Ambipar (AMBP3) e os contratos para novas embarcações da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (20).
Confira os destaques corporativos de hoje
Banco do Brasil (BBAS3) aprova payout de 30% para 2026 e define calendário de remuneração
O Banco do Brasil (BBAS3) informou na segunda-feira (19) que o Conselho de Administração aprovou payout de 30% para o exercício de 2026, por meio do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos, em conformidade com a Política Específica de Remuneração aos Acionistas.
Segundo o comunicado, a definição do payout considerou, entre outros fatores, os resultados do banco, sua condição financeira, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, metas e projeções de capital, além das perspectivas dos mercados de atuação e das oportunidades de investimento, com foco na manutenção e expansão da capacidade operacional.
O percentual é o mesmo do revisto pelo banco após o desempenho do segundo trimestre, quando houve alta da inadimplência, principalmente no agronegócio. Até então, o payout era de 40-45%.
Ainda conforme o Banco do Brasil, a remuneração aos acionistas será feita em oito fluxos ao longo de 2026. Quatro pagamentos ocorrerão de forma antecipada, ao longo dos trimestres de referência, e outros quatro serão complementares, realizados após o encerramento de cada trimestre.
Ambipar (AMBP3) anuncia mudanças na gestão
Em meio ao processo de recuperação judicial da Ambipar (AMBP3), o conselho de administração da companhia aprovou a eleição de Renato Ferreira dos Santos como novo diretor de relações com investidores, após Ricardo Rosanova Garcia deixar o cargo.
A Ambipar não detalhou as motivações das mudanças no comunicado enviado ao mercado na noite de segunda-feira (19).
No final de dezembro de 2025, o conselho da Ambipar aprovou termos e condições do plano de recuperação judicial do Grupo Ambipar. A proposta foi protocolada no processo que tramita na 3ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
O plano abrange a Ambipar e suas afiliadas, incluindo a Environmental ESG, e estabelece as principais medidas para lidar com a atual situação econômico-financeira do grupo.
Entre os objetivos estão a manutenção da normalidade das operações, a continuidade da prestação de serviços aos clientes e parceiros e a preservação dos postos de trabalho.
Petrobras (PETR4) assina contratos de R$ 2,8 bilhões para novas embarcações com 3 estaleiros
A Petrobras (PETR4) e sua subsidiária de transporte e logística Transpetro assinarão na terça-feira contratos para a construção de cinco navios gaseiros, além de 18 barcaças e 18 empurradores, em três estaleiros brasileiros, com investimentos totais de R$ 2,8 bilhões, informou a companhia na segunda-feira (19).
O estaleiro Rio Grande (RS) será responsável pela obra dos gaseiros, enquanto o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia (AM) construirá as 18 barcaças e o estaleiro Indústria Naval Catarinense (SC) vai construir os 18 empurradores, informou a petroleira.
Todas as embarcações serão operadas pela Transpetro.
Em nota, a Petrobras afirmou que, com as novas embarcações, haverá redução da dependência de afretamentos, proporcionando maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de movimentação de gases liquefeitos (GLP) e de outros produtos.
Riachuelo (GUAR3): Fitch eleva rating, de olho em perfil financeiro fortalecido
A agência classificadora de riscos Fitch elevou a classificação de crédito nacional de longo prazo da Guararapes (GUAR3), dona da Riachuelo, de ‘A+(bra) para ‘AA-(bra)’, mostra comunicado da varejista de moda enviado ao mercado na noite de segunda-feira (19).
A elevação também se aplica para a sétima emissão de debêntures quirografárias com vencimento final em 2028. A perspectiva do rating corporativo é estável.
A expectativa da agência é de que a Guararapes preserve o perfil financeiro fortalecido nos próximos anos, com margem Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação amortização e custos de reestruturação ou aluguel) na operação de varejo em torno de 15%, alavancagem reduzida e fluxos de caixa livre positivos a partir deste ano.
Na estimativa da Fitch, a Guararapes deve ter uma alavancagem financeira de 2,6 vezes em 2026 e próxima a 2,2 vezes em 2027, apesar dos maiores investimentos. A agência acredita que a companhia continuará eficiente na gestão de capital de giro, e que manterá perfil de liquidez robusto no horizonte do rating.
Trisul (TRIS3) tem queda de 10% nas vendas no 4T25
A Trisul (TRIS3) informou, na noite de segunda-feira (19), que suas vendas líquidas recuaram 9,7% no quarto trimestre (4T25) na comparação anual, somando R$ 673,6 milhões, segundo dados da prévia operacional.
No acumulado de 2025, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,65 bilhão, queda de 1,4% em relação aos 12 meses do ano anterior.
Entre outubro e dezembro, a companhia lançou dois empreendimentos, com valor geral de vendas (VGV) de R$ 930 milhões, levemente acima dos R$ 924 milhões registrados no 4T24.
Um dos projetos é o Quarten Ibirapuera, de alto padrão e localizado na Vila Clementino (SP), com VGV de R$ 668 milhões e 192 unidades.
Receita bruta da JSL (JSLG3) recua e fecha em R$ 2,9 bi no 4º trimestre
A JSL (JSLG3) informou que sua receita bruta somou R$ 2,9 bilhões no quarto trimestre de 2025, o que representa um recuo de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024, segundo prévia dos resultados da companhia divulgada na segunda-feira (19).
No ano de 2025, a receita bruta somou R$ 11,3 bilhões, alta de 6,1% na comparação com 2024, disse a JSL.
A queda da receita bruta no último trimestre se deve a JSL Serviços Dedicados, que representa 75% da receita líquida da companhia, abrange as operações de transporte especializado. No 4T25, essa divisão teve queda de 5,6% na comparação sazonal.
A empresa também informou que apresentou expansão de Ebitda e margem Ebitda no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024.
BRB descarta risco de intervenção e estuda vender ativos do Master
O Banco de Brasília (BRB) descartou na segunda-feira (19) qualquer risco de intervenção e afirmou que possui “suficiência patrimonial” para enfrentar os efeitos das investigações envolvendo o Banco Master. Em nota, a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal informou que estuda a venda de ativos recuperados do banco privado como forma de reforçar sua posição financeira.
A manifestação ocorre após a divulgação de notícias sobre uma suposta urgência de aporte de capital no BRB. Segundo o banco, eventuais medidas para recomposição de capital só serão avaliadas após a conclusão das auditorias independentes e das análises conduzidas pelo Banco Central.
“Caso seja necessário, o BRB dispõe de plano para recomposição de capital e destaca que eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas”, afirmou a instituição.
*Com informações da Reuters e Agência Brasil