CSN (CSNA3), GPA (PCAR3), São Martinho (SMTO3) e outros destaques desta quinta-feira (15)
O projeto de venda de ativos da CSN (CSNA3), as mudanças no alto escalão do GPA (PCAR3) e a incorporação de subsidiária pela São Martinho (SMTO3) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (15).
Confira os destaques corporativos de hoje
CSN (CSNA3) anuncia projeto de venda de ativos para reduzir endividamento em até R$ 18 bilhões
A CSN (CSNA3) anunciou nesta quinta-feira (15) que vai iniciar um plano para vender parte de seus ativos importantes, com o objetivo de reduzir dívidas e fortalecer a saúde financeira da empresa, segundo comunicado ao mercado.
Conforme aprovado pelo conselho de administração, a CSN pretende diminuir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões do endividamento da companhia ainda neste ano. A ideia é que, com menos dívidas, a CSN possa focar em negócios mais lucrativos e com maior potencial de crescimento.
A empresa espera que essa estratégia permita, em até oito anos, alcançar o potencial de dobrar o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e atingir uma alavancagem sustentável em torno de uma vez a sua relação dívida líquida/Ebitda.
GPA (PCAR3) anuncia mudanças no alto escalão e rejeita pedido de AGE feito por Rafael Ferri e Hugo Fujisawa
O GPA (PCAR3), dono do Pão de Açúcar e Extra, informou ao mercado a eleição de Carlos Augusto Reis de Athayde Fernandes e de Eleazar de Carvalho Filho como membros do conselho de administração da companhia.
De acordo com o fato relevante divulgado na noite de quarta-feira (14), a eleição dos conselheiros é interina e deve passar por ratificação na primeira Assembleia Geral que ocorrer após essa data.
O movimento segue na esteira de uma série de mudanças na varejista de alimentos.
Fernandes atua na holding de Silvio Tini, investidor que montou posição relevante no GPA, atingindo 10% do capital no final de 2025. Já Carvalho Filho é um nome próximo do Casino.
São Martinho (SMTO3) incorpora subsidiária Nova Egito
O Conselho de Administração da São Martinho (SMTO3) aprovou, na quarta-feira (14), a incorporação de sua subsidiária integral Nova Egito Agrícola Ltda.
A operação ainda precisa ser aprovada em duas reuniões: a Assembleia Geral Extraordinária da São Martinho e a Reunião da Sócia da Nova Egito, previstas para 6 de fevereiro de 2026.
A Nova Egito é uma subsidiária integral da São Martinho. Segundo Felipe Vicchiato, diretor financeiro e de relações com investidores, a incorporação vai permitir usar os ativos de forma mais eficiente, gerar sinergia e reduzir custos administrativos e financeiros.
Plano&Plano (PLPL3) e Cury (CURY) encerram 4T25 com retração em lançamentos
Plano&Plano (PLPL3) e Cury (CURY) fecharam o quarto trimestre de 2025 com queda no volume de lançamentos na comparação anual, mas seguem apresentando crescimento no acumulado de 2025, tanto em VGV quanto em unidades, de acordo com prévias operacionais divulgadas na quarta-feira (14).
A Plano&Plano encerrou o quarto trimestre de 2025 com quatro lançamentos, totalizando 2.315 unidades e um VGV 100% de R$ 617 milhões. O volume representa uma queda de 51,1% em relação ao mesmo perío8do de 2024.
O ticket médio dos lançamentos foi de R$ 266,5 mil, com alta de 5,0% frente ao terceiro trimestre e de 18,2% na comparação anual.
No período, a companhia destacou a contratação de um empreendimento com a CDHU, no âmbito do mercado público, no valor de R$ 56 milhões, reforçando sua atuação em projetos habitacionais de interesse social.
Melnick (MELK3) tem vendas brutas de R$ 339 milhões no 4T25
A Melnick (MELK3) registrou vendas brutas de R$ 339 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), contra R$ 285 milhões no mesmo período do ano anterior, segundo prévia operacional divulgada na quarta-feira (14).
Entre outubro e dezembro, as vendas líquidas somaram R$ 325 milhões, ante R$ 236 milhões no mesmo intervalo de 2024.
No acumulado de 2025, as vendas brutas e líquidas foram de, respectivamente, R$ 1,012 bilhão e R$ 927 milhões.
O valor geral de vendas (VGV) bruto de lançamentos ficou em R$ 536 milhões no 4T25, com três empreendimentos registrados no período.
Já no acumulado de 2025, os lançamentos somaram um total de R$ 1,07 bilhão de VGV bruto, sendo, desse valor, R$ 930 milhões com participação da Melnick.
Movida (MOVI3) tem lucro líquido de R$ 102 mi no 4º trimestre
A Movida (MOVI3) informou que registrou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimestre de 2025, segundo prévia dos resultados divulgada pela companhia na quarta-feira (14).
O valor do lucro é 65% acima do registrado no mesmo período do ano anterior e 24% superior ao guidance, disse a companhia.
O Ebitda ficou em R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre de 2025, 20% acima do observado no quarto trimestre de 2024. A margem Ebitda de seminovos no período foi de 1,0%, igual ao trimestre anterior e praticamente estável em todo o ano.
A receita líquida somou R$ 3,7 bilhões, alta de 13% na comparação anual.
Banco Central liquida Reag Investimentos em meio a apuração sobre o caso Master
O Banco Central do Brasil (BC), decretou, nesta quinta-feira (15), a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, nova denominação da Reag Investimentos.
Segundo a autoridade monetária, a decretação foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN (Sistema Financeiro Nacional)”.
Com a medida, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da companhia.
Em nota divulgada à imprensa, o BC informou ainda que se trata de uma instituição enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, representando menos de 0,001% do ativo total ajustado do SFN.
*Com informações da Reuters