Petrobras (PETR4), Braskem (BRKM5), Embraer (EMBJ3) e outros destaques desta segunda-feira (6)
A negativa da Petrobras (PETR4) sobre uma defasagem nos preços dos combustíveis, o posicionamento da Braskem (BRKM5) diante da possibilidade de recorrer à Justiça para proteção contra credores, e as entregas do primeiro trimestre da Embraer (EMBJ3), são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (6).
Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4) nega defasagem nos preços
A Petrobras (PETR4) afirmou que segue a sua estratégia comercial para preços de combustíveis e negou estimativas divulgadas na imprensa sobre uma defasagem relevante em relação ao mercado internacional.
A manifestação foi feita em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que questionou a companhia após notícias apontarem interferência política na política de preços.
O pedido de esclarecimento teve como base, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio às tensões no Oriente Médio.
A estatal também rebate cálculos de agentes de mercado, indicando que diesel e gasolina estariam sendo vendidos com descontos expressivos frente à paridade internacional.
Braskem (BRKM5) não descarta recorrer à Justiça para proteção contra credores
A Braskem (BRKM5) informou que não descarta eventuais medidas de proteção contra credores, em resposta à notícia da Bloomberg divulgada na última quarta-feira (1º).
Em comunicado ao mercado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de ontem (2), a petroquímica reafirmou que contratou, em setembro do ano passado, assessores financeiro e jurífico especializados para auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico abrangente de alternativas econômico-financeiras para otimizar sua estratura de capital.
Segundo a empresa, o “diagnóstico” ainda está em curso. “No curso dos trabalhos relativos a tal diagnóstico, a companhia e seus assessores consideram diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de proteção contra credores“, disse a Braskem no comunicado.
A petroquímica, porém, afirmou que ainda não há qualquer decisão sobre alternativas a serem implementadas.
Também na quinta-feira (2), o jornalista Lauro Jardim, d’O Globo, noticiou que a decisão sobre o futuro da Braskem –– se entra na Justiça com um pedido de recuperação extrajudicial (RE) ou um pedido de tutela cautelar –– será tomada nos próximos 30 dias.
Contudo, segundo Jardim, o mais provável é um pedido de RE negociada com credores.
Embraer (EMBJ3) acelera entregas no primeiro trimestre
Se a ação da Embraer (EMBJ3) já viu dias melhores na bolsa, não se pode dizer o mesmo da parte operacional: a companhia viu as entregas saltarem 47% no trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado na quinta-feira (2).
Segundo a companhia, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial (três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento).
O volume da unidade de negócios cresceu 43% em relação ao ano passado, quando foram entregues sete aeronaves.
Na aviação executiva, a Embraer entregou 29 jatos, alta de 26%. O desempenho foi impulsionado pelo maior número de entregas tanto de jatos leves quanto de médio porte, refletindo a demanda sólida e contínua no segmento, destaca a companhia.
Em defesa e segurança, a empresa entregou uma aeronave de transporte militar multimissão KC-390 Millennium e quatro A-29 Super Tucano, totalizando cinco aeronaves no trimestre.
Para 2026, a Embraer estima entregas entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial (ponto médio com crescimento de 6% ano contra ano) e entre 160 e 170 aeronaves na aviação executiva (também com crescimento médio de 6% na comparação anual).
Ambev (ABEV3), Rede D’Or (RDOR3) e mais 5 empresas pagam dividendos nesta semana
Na semana de 6 a 10 de abril, sete companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas.
Na segunda-feira (6), a Ambev realiza pagamento de JCP de R$ 0,075 para a ação ordinária (ABEV3), com 18 de dezembro de 2025 como data de corte.
Já na terça-feira (7), a Rede D’Or paga JCP de R$ 0,159 para suas ações ordinárias (RDOR3), considerando os acionistas posicionados em 26 de março de 2026.
Na quinta-feira (9), a Allos também realiza pagamento de JCP de R$ 0,292 para a ação ordinária (ALOS3), tendo 27 de março de 2026 como data de corte.
RD Saúde (RADL3) pagará R$ 150,4 milhões em JCP
O conselho de administração da RD Saúde (RADL3) aprovou na última semana a distribuição de R$ 150,4 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas da companhia. O valor bruto por ação é de R$ 0,0860.
Farão jus ao provento os acionistas com posição acionária na companhia até esta segunda-feira (6). A partir de amanhã, 7 de abril de 2026, as negociações das ações ocorrerão ex-direito.
O pagamento está previsto até o dia 1 de dezembro deste ano. A data exata ainda será fixada pela administração da RD Saúde.
Vale destacar que o JCP passa por retenção de Imposto de Renda na Fonte, exceto para acionistas pessoas jurídicas comprovadamente imunes ou isentos.
Caixa Seguridade (CXSE3) contrata Itaú Corretora como formador de mercado
A Caixa Seguridade Participações (CXSE3) informou, em fato relevante aos acionistas e ao mercado, que contratou a Itaú Corretora de Valores S.A. “para exercer a função de formador de mercado de suas ações ordinárias na B3“.
Segundo o comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Itaú Corretora substituirá o UBS Próprio Fundo de Investimento Financeiro – Multimercado Crédito Privado nas operações.
“O contrato formalizado entre Caixa Seguridade e Itaú Corretora tem como objetivo fomentar a liquidez das ações de emissão da Companhia pelo prazo de 12 (doze) meses, a contar de sua celebração, podendo ser prorrogado mediante assinatura de termo aditivo firmado entre as partes”, informou.
Pelo contrato, o novo formador de mercado iniciará as atividades a partir desta sexta-feira (3), apesar de a B3 estar fechada.
Movida (MOVI3) garante subscrições e compromissos mínimos para aumento de capital
A Movida (MOVI3) obteve compromissos de investidores suficientes para assegurar a subscrição mínima de R$ 500 milhões para a homologação do aumento de capital.
A empresa de locação de veículos e sua controladora Simpar informaram em fatos relevantes enviados ao mercado na quinta-feira (2) à noite que o aumento de capital na Movida poderá chegar a R$ 750 milhões.
Em março, a Simpar tinha anunciado que faria um aumento do seu capital bem como do capital das suas controladas Vamos e Movida num total combinado que poderia chegar aos R$ 3,1 bilhões, com o BNDESPar como âncora.
Fictor Alimentos (FICT3) recebe alerta da B3 para evitar condição de penny stock
A Fictor Alimentos (FICT3) anunciou que recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1,00, condição conhecida no mercado financeiro como penny stock.
Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a companhia está desenquadrada dessa regra da operadora da bolsa desde 2 de fevereiro.
Com isso, a B3 determinou que a empresa regularize a situação até o dia 18 de setembro de 2026.
No último fechamento, por exemplo, as ações FICT3 fecharam o pregão cotadas a R$ 0,43, com alta de 4,88%.
Telefônica Brasil (VIVT3) abre crediário para venda de celulares
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário.
A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos — TVs, relógios, som, videogames e afins — nas suas lojas físicas e no aplicativo.
A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.
Hapvida (HAPV3) pode adotar voto múltiplo na eleição do conselho após críticas da Squadra
A Hapvida (HAPV3) informou na quinta-feira (2) que a eleição dos novos membros do Conselho de Administração poderá ocorrer por meio do voto múltiplo na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária marcada para 30 de abril de 2026, às 9h.
Segundo a companhia, o mecanismo pode ser adotado após pedido apresentado por acionistas que detêm mais de 5% do capital social com direito a voto, conforme previsto na Resolução CVM nº 80/22.
Mais cedo, a Squadra Investimentos divulgou carta na qual questiona a governança da companhia e defende a adoção do voto múltiplo na eleição do conselho. A gestora afirma deter 6,98% do capital votante da Hapvida.
No documento, a Squadra critica decisões estratégicas, a integração após a fusão com a NotreDame Intermédica, além da deterioração operacional e da remuneração da administração. A gestora também indicou três nomes para o colegiado e defendeu mudanças na composição do conselho.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo