Itaúsa (ITSA4), Petrobras (PETR4), Raízen (RAIZ4) e outros destaques desta terça-feira (12)
Os balanços do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Itaúsa (ITSA4) e Petrobras (PETR4), e o avanço nas negociações entre Raízen (RAIZ4) e credores, são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (12).
Confira os destaques corporativos de hoje
Itaúsa (ITSA4) tem lucro líquido recorrente de R$ 4,5 bilhões no 1T26
A holding controladora do Itaú Unibanco, Itaúsa (ITSA4), anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,49 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 17% sobre o desempenho de um ano antes, mostra documento enviado ao mercado na noite de segunda-feira (11).
A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Dexco, Aegea, Alpargatas e Copa Energia, teve um retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 20,1% nos primeiros três meses de 2026, ante 17,4% no mesmo período de 2025.
“Esse resultado reflete, a evolução dos resultados do Itaú Unibanco (+11%) e o bom desempenho das investidas do setor não financeiro (+76%)”, informou a empresa no comunicado.
Já as despesas administrativas totalizaram R$ 44 milhões no 1T26, aumento de 10,8% na comparação sazonal.
A dívida líquida da Itaúsa encerrou o 1T26 em R$ 1 bilhão, aumento de R$ 600 milhões em relação ao 1T25, refletindo principalmente a redução do saldo de caixa no período. Segundo a empresa, esse movimento decorre, sobretudo, do aporte de capital realizado na Aegea neste trimestre, além do consumo de caixa ao longo de 2025.
O conselho de administração da Itaúsa também aprovou a recompra de até 5 milhões de ações preferenciais. De acordo com o documento, a empresa está autorizada a adquirir as ações em um período que começa nesta quarta-feira (13) e termina em 13 de novembro de 2027.
Petrobras (PETR4) lucra R$ 32,7 bilhões no 1T26, queda de 7,2%
A Petrobras (PETR4) registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela companhia na segunda-feira (11).
A receita de vendas somou R$ 123,7 bilhões entre janeiro e março, praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, com leve alta de 0,4%.
O Ebitda ajustado da estatal ficou em R$ 59,6 bilhões no trimestre, redução de 2,4% em base anual. Desconsiderando eventos exclusivos, o Ebitda ajustado caiu 1%, para R$ 61,7 bilhões.
O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 44 bilhões, queda de 10,9% frente ao mesmo intervalo do ano passado. O fluxo de caixa livre, por sua vez, recuou 22,9%, para R$ 20,1 bilhões.
A dívida líquida subiu 10,8%, para US$ 62,1 bilhões.
Petrobras (PETR4) aprova R$ 9 bilhões em juros sobre capital próprio
A Petrobras (PETR4) informou na segunda-feira (11) que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de R$ 9 bilhões em remuneração aos acionistas, equivalente a R$ 0,70 por ação ordinária e preferencial, como antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026.
Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base será em 1º de junho de 2026. As ações passarão a ser negociadas “ex-direitos” a partir de 2 de junho.
O pagamento será realizado em duas parcelas iguais, ambas sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP). A primeira, de R$ 0,35 por ação, será paga em 20 de agosto de 2026. A segunda, também de R$ 0,35 por ação, será paga em 21 de setembro de 2026.
Segundo a companhia, a distribuição foi declarada com base no balanço de 31 de março de 2026 e está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas vigente, que prevê a distribuição de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento bruto estiver dentro do limite definido no plano estratégico.
Raízen (RAIZ4): Negociações sobre dívida avançam
As negociações entre credores e acionistas da produtora brasileira de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) avançaram para evitar uma recuperação judicial e se concentram na estrutura de governança da empresa, juntamente com outras questões importantes, disseram três pessoas familiarizadas com o assunto.
As negociações para manter a reestruturação da Raízen fora dos tribunais começaram oficialmente em abril e devem ser concluídas até meados de junho.
Os credores e acionistas da empresa estão chegando a um acordo para converter de 45% a 50% da dívida da empresa em ações, medida que diluirá significativamente as participações dos parceiros de joint venture Shell e Cosan, e potencialmente reformulará a composição do conselho da empresa, disseram duas das pessoas.
Em março, a Raízen anunciou que havia chegado a um acordo extrajudicial para reestruturar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas, com um prazo de 90 dias para garantir apoio suficiente para a aprovação final, após o qual os novos termos de pagamento se aplicariam a 100% dos créditos cobertos.
Hapvida (HAPV3) registra lucro líquido ajustado de cerca de R$ 244 milhões no 1T26
A operadora de saúde Hapvida (HAPV3) registrou lucro líquido ajustado de cerca de R$ 244 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 41,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado reflete a dinâmica de utilização ao longo do período, influenciada por fatores sazonais, pelo ramp-up de novas unidades da rede própria e por iniciativas operacionais, parcialmente compensados por crescimento de receita, avanço do tíquete médio e disciplina financeira.
De janeiro a março, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) somou R$ 346 milhões, um recuo de 46,8% ante um ano antes. Já o indicador ajustado totalizou R$ 803 milhões, queda de 20,0%.
No primeiro trimestre, a receita líquida somou R$ 7,892 bilhões, alta de 5,2% em relação ao apurado um ano antes.
Natura (NATU3) aumenta prejuízo para R$ 445 milhões no 1T26
A Natura (NATU3) teve prejuízo líquido de R$ 445 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado negativo de R$152 milhões sofrido no mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado na segunda-feira (12).
A fabricante de cosméticos apurou resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$ 346 milhões, queda de 55,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida somou R$ 4,75 bilhões de janeiro ao final de março, recuo de 7,7% na base anual.
Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 430 milhões para a Natura no primeiro trimestre, com receita líquida de R$ 4,3 bilhões, segundo dados da LSEG.
Energisa (ENGI11) teve lucro líquido consolidado de R$ 207 milhões
O lucro líquido consolidado recorrente da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 207 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 46,9% na comparação com igual período de 2025.
O desempenho foi pressionado pelo resultado financeiro, que correspondeu a uma despesa líquida de R$ R$ 1,03 bilhão, 67,8% maior que a despesa de R$ 614 milhões anotada um ano antes.
Já a geração de caixa medida pelo Llucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, da sigla em inglês) ajustado recorrente cresceu 6,6% nos três primeiros meses do ano, frente igual etapa de 2025, para R$ 1,981 bilhão.
Pelo critério ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, o Ebitda caiu 0,9% no período, para R$ 2,534 bilhões.
MRV&CO (MRVE3) tem prejuízo líquido consolidado de R$ 77,6 milhões no 1T26
A MRV&CO (MRVE3) – conglomerado que reúne a MRV, Urba, Luggo e Resia – teve prejuízo líquido consolidado de R$ 77,6 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma perda 78% menor na comparação com o mesmo período de 2025.
No critério ajustado (que exclui instrumentos financeiros sem efeito direto no caixa), o resultado líquido consolidado foi um prejuízo de R$ 14,4 milhões, montante 94,5% menor na mesma base de comparação anual.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,776 bilhões, aumento de 21,6% na mesma base de comparação anual. Já as despesas operacionais consolidadas alcançaram R$ 444,5 milhões, aumento de 6,5%.
O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) gerou uma despesa líquida de R$ 238 milhões, recuo de 7,9% na comparação anual. Uma linha que pesou foi a de imposto de renda e contribuição social (IR/CSLL), no valor de R$ 63,3 milhões, subida de 67,5% na comparação anual.
Grupo SBF (SBFG3) tem lucro líquido de R$ 74 milhões no 1T26
O Grupo SBF (SBFG3), dono da rede de varejo esportivo Centauro, reportou nesta segunda-feira lucro líquido de R$74,2 milhões no primeiro trimestre do ano, alta de 10,2% em relação ao mesmo período do exercício anterior, com expansão de receitas, em período também marcado por consumo de caixa com preparação para Copa do Mundo.
A receita líquida cresceu 14,9%, para quase R$1,8 bilhão, com expansão de 1,1 ponto percentual na margem bruta, para 50,8%. Entre as unidades de negócios, Centauro apurou receita líquida de R$930,6 milhões, aumento de 13,3% ano a ano, e Fisia teve expansão de 26,1%, para R$1,04 bilhão.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) mostrou incremento de 2,7%, para R$230,9 milhões, com a margem nessa linha caindo de 14,5% para 12,9%.
No primeiro trimestre de 2026, a companhia disse que registrou consumo de caixa operacional de R$334,3 milhões, ante queima de R$15,2 milhões um ano antes.
Multiplan (MULT3) anuncia venda de parte do Park Shopping Barigüi
A Multiplan (MULT3) anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos (MOU) para a venda de uma participação de 9,33% no Park Shopping Barigüi, em Curitiba, por R$ 250 milhões.
Segundo a companhia, metade do valor será paga no fechamento da operação (“closing”) e os 50% restantes em até 18 meses após a conclusão do negócio, com correção pelo IPCA a partir da assinatura dos documentos definitivos.
A transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de operação.
A venda reforça a estratégia da Multiplan de reciclagem de portfólio, monetizando parte de ativos maduros sem abrir mão do controle operacional do shopping. O movimento também pode contribuir para reforço de caixa e maior flexibilidade financeira da companhia.
Grupo Toky (TOKY3) anuncia negociações para saída de fundos da SPX
O Grupo Toky (TOKY3) informou na noite de segunda-feira (11) que quatro fundos geridos pela SPX Private Equity estão em “estágio avançado de negociações” para a venda da totalidade de suas participações em ações e bônus de subscrição da empresa, conforme comunicado ao mercado.
De acordo com o documento, os fundos anunciaram que Fernando Porfirio Borges renunciará ao cargo no conselho de administração em razão das negociações.
Em outro comunicado também enviado na noite de segunda-feira, o grupo disse que Felipe Fonseca Pereira também renunciou ao seu cargo no conselho de administração da companhia.
Para ocupar essas vagas, a empresa elegeu interinamente Fabio Ferrante, como conselheiro, e André França, como conselheiro independente.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo