Petrobras (PETR4), Kepler Weber (KEPL3), Braskem (BRKM5) e outros destaques desta segunda-feira (2)
A alta das ADRs da Petrobras (PETR4) após a disparada o petróleo, o acordo entre a Kepler Weber (KEPL3) e a GPT, e a queda em vendas de resinas e principais químicos no Brasil da Braskem (BRKM5) no quarto trimestre são alguns dos destaques corporativos desta segunda-feira (2).
Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4): ADRs da estatal sobem em Nova York com disparada do petróleo
As American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras (PETR4) operam em alta no pré-market da Bolsa de Nova York, com a disparada nos preços do petróleo devido aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã no sábado (28).
Agora de manhã, por volta das 7h30, as ADRs que representam as ações ordinárias da Petrobras (PBR) subiam 4,21%, negociadas por US$ 17,33 Já os papéis que representam as preferenciais (PBRa) avançavam 4,16%, para US$ 16,04.
O petróleo chegou a superar o patamar de US$ 80 por barril no início do pregão. O tipo Brent, referência internacional, subia 7,99%, cotado a US$ 78,64 o barril. Já o WTI, referência no mercado norte-americano, avançava 7,43%, a US$ 72,02 o barril.
O principal ponto de preocupação do mercado é o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e que concentra o risco de interrupções na oferta da commodity.
Kepler Weber (KEPL3) aprova acordo de venda para a GPT
A Kepler Weber (KEPL3) fechou acordo para combinação de negócios com a Grain & Protein Technologies (GPT), após cerca de quatro meses de negociações, mostra fato relevante divulgado ao mercado nesta segunda-feira (2).
A GPT, empresa com sede global em Illinois, nos EUA, propôs pagar R$ 11 por ação da companhia de armazenamento de grãos. Isso representa um prêmio de 48,3% sobre o preço médio ponderado por volume (VWAP) das ações da Kepler Weber nos 60 dias antes da concessão da exclusividade pela companhia, em 16 de outubro de 2025.
A estrutura da transação prevê uma incorporação da totalidade das ações ordinárias da Kepler Weber por uma sociedade controlada pela GPT.
Por conta da incorporação, cada ação ordinária de emissão da companhia incorporada será substituída, a critério do acionista, por 1 ação preferencial obrigatoriamente resgatável classe A ou classe B de emissão da nova companhia, escritural e sem valor nominal.
Braskem (BRKM5) tem queda em vendas de resinas e principais químicos no Brasil no 4º tri
A Braskem (BRKM5) fechou o quarto trimestre com queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil sobre um ano antes, segundo relatório operacional divulgado nesta sexta-feira, que traz também queda na taxa de utilização das centrais petroquímicas da companhia no país.
Enquanto as vendas de resinas recuaram 8% na comparação anual, para 743 mil toneladas, principais químicos sofreram recuo de 13%, a 595 mil toneladas.
A companhia apurou ainda queda de 3% nos spreads – a diferença entre o preço de venda do produto final e o custo da matéria-prima – de principais químicos e de 15% no caso das resinas.
A taxa de utilização de eteno da companhia no Brasil encerrou dezembro em 59% ante 70% no final de 2024.
“Apesar da priorização das vendas de maior valor agregado, a taxa de utilização das centrais petroquímicas foi menor em relação ao terceiro trimestre em função, principalmente, da parada programada para manutenção na central petroquímica da Bahia”, afirmou a Braskem. No terceiro trimestre, a taxa de utilização no Brasil foi de 65%.
Cosan (CSAN3): Fitch rebaixa empresa e coloca nota em observação negativa
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou o rating de inadimplência do emissor (IDR) da Cosan (CSAN3) de BB para BB- e a nota nacional de AAA(bra) para A+(bra). Além disso, colocou todas as classificações da holding em observação negativa.
Por volta de 16h33, as ações da holding recuavam 5,12%, principal destaque negativo do Ibovespa, enquanto a subsidiária Raízen (RAIZ4) caía 3,08%
Segundo a agência, a estrutura financeira da companhia segue pressionada. A Fitch destaca que a Cosan ainda depende da venda de ativos para reduzir sua dívida de longo prazo, mantendo uma alavancagem considerada elevada para o atual nível de rating.
Mesmo após a oferta subsequente de ações realizada para diminuir passivos, os indicadores, na visão da casa, seguem frágeis.
A projeção é que o índice líquido empréstimo-valor fique em torno de 45%, enquanto a cobertura de juros pelo fluxo de caixa operacional deve permanecer próxima de 1,0 vez — patamares vistos como apertados para a categoria de crédito.
Raízen Energia aprova cisão parcial de subsidiária e incorporação de R$ 1 milhão
A Raízen Energia informou que obteve aprovação de seus acionistas para a cisão parcial da subsidiária Raízen Centro-Sul Paulista, mostra ata da Assembleia Geral Extraordinária realizada em 28 de fevereiro.
A operação faz parte de um processo de reorganização administrativa, operacional, financeira e jurídica, com o objetivo de otimizar a estrutura societária.
Segundo a ata, a incorporação não acarretará alteração do capital social da Raízen Energia, uma vez que a companhia já é a única acionista da Raízen Centro-Sul Paulista.
Ainda de acordo com o documento, a companhia também recebeu aprovação para incorporar a parcela cindida no valor contábil de R$ 1 milhão.
CSN (CSNA3) está perto de fechar empréstimo de até US$ 1,5 bilhão para saldar dívidas
A CSN (CSNA3) avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias, como apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.
Procurados, a CSN e os bancos não comentaram.
A companhia pretende usar os recursos para quitar títulos de dívida emitidos no exterior (bonds) que vencem em abril deste ano, assim como dívidas bancárias, e recomprar parte dos bonds que vencem em 2028, disseram pessoas a par do assunto.
OceanPact (OPCT3) anuncia fusão com CBO
A OceanPact (OPCT3) anunciou nesta sexta-feira (27) um acordo para combinar seus negócios com a CBO Holding. A operação criará uma empresa com 73 embarcações e cerca de R$ 13,6 bilhões em contratos já firmados, consolidando a companhia como uma das principais do setor de apoio marítimo no Brasil e com presença global.
Pela operação, a OceanPact emitirá cerca de 275 milhões de novas ações aos acionistas da CBO. A relação de troca prevê aproximadamente duas ações da OceanPact para cada ação da CBO. Ao final, os atuais acionistas da CBO passarão a deter cerca de 58% do capital total da companhia combinada.
A CBO opera atualmente 45 embarcações, sendo a maior parte própria. Com a combinação, a OceanPact afirma que amplia sua escala operacional e fortalece a capacidade de conquistar contratos mais rentáveis, além de acessar linhas de crédito a custos mais baixos.
Os valores fechados na transação não foram divulgados. A ação da OceanPact era negociada a R$ 9,56 nesta sexta-feira (27), tendo a empresa R$ 1,9 bilhão em valor de mercado.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo