Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3), Petrobras (PETR4) e outros destaques desta sexta-feira (13)
O cancelamento de ações mantidas em tesouraria pela Vale (VALE3), o balanço do quarto trimestre de 2025 do Magazine Luiza (MGLU3) e a adesão à subvenção econômica ao óleo diesel pela Petrobras (PETR4), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (13).
Confira os destaques corporativos de hoje
Vale (VALE3) cancela ações mantidas em tesouraria
O conselho de administração da Vale (VALE3) aprovou o cancelamento de 99.847.816 ações ordinárias da companhia, mantidas em tesouraria, sem redução do valor do seu capital social, representando 36,9% do total de ações em tesouraria.
Após o cancelamento das ações, a Vale manterá 170.379.611 ações em tesouraria, equivalente a 4% do total em circulação.
Por conta do cancelamento, o capital social da mineradora passará a ser dividido em 4.439.159.752 ações ordinárias e 12 ações preferenciais de classe especial, todas sem valor nominal.
Magazine Luiza (MGLU3) lucra R$ 124,7 milhões no 4T25
O Magazine Luiza (MGLU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 124,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma contração de 10,5% ante o mesmo período em 2024, mostra balanço divulgado ao mercado na quinta-feira (12).
A cifra superou a expectativa de consenso da Bloomberg, que apontava para um lucro de R$ 30 milhões no período.
Nos doze meses de 2025, a varejista reportou lucro líquido ajustado de R$ 158,9 milhões, uma contração de 42,6% ante o ano de 2024.
O gerente de relações com investidores (RI) do Magalu, Lucas Ozorio, destaca que, ainda que com recuo, a varejista entrega mais um trimestre e mais um ano de lucro mesmo com os juros elevados, viabilizado pela consolidação do ecossistema do Magalu e pela postura de priorizar margens adotada pela companhia.
“É um resultado que mostra de novo o poder do nosso ecossistema. Algo que conseguimos construir nos últimos cinco anos”, disse em entrevista ao Money Times.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 867,3 milhões no quarto trimestre de 2025, uma alta 2,5% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada se manteve estável em 7,8% ante o mesmo período de 2024.
No ano de 2025 como um todo, o Ebitda ajustado cresceu 3,4%, chegando a R$ 3,06 bilhões, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou apenas 0,1 ponto percentual, de 7,8% para 7,9%.
Petrobras (PETR4) adere à subvenção econômica ao óleo diesel
A Petrobras (PETR4) informou que o seu conselho de administração aprovou a adesão da estatal à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário, de acordo com fato relevante na quinta-feira (12) à noite.
“Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, acrescentou a petrolífera.
A decisão da Petrobras foi tomada horas depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a medida para zerar a cobrança de PIS/Cofins que incide sobre importação e comercialização do óleo diesel após a alta de preços do petróleo por causa da eclosão do conflito militar no Irã.
Segundo o Palácio do Planalto, o corte de PIS/Cofins representa uma redução de R$ 0,32 por litro do diesel nas refinarias, enquanto a subvenção representará outros R$ 0,32 por litro.
Raízen (RAIZ4): Justiça aceita recuperação extrajudicial
A Raízen (RAIZ4) informou ao mercado que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo deferiu o processamento da recuperação extrajudicial da companhia e determinadas controladas, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (12).
Importante pontuar que a recuperação extrajudicial é diferente da recuperação judicial. Nesse tipo de acordo, empresas renegociam parte das dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar o risco de falência.
A companhia, joint venture entre a Cosan (CSAN3) e a Shell, entrou na terça-feira (10) com o pedido de recuperação extrajudicial para suspensão por 90 dias o pagamento de dívidas que somam cerca de R$ 65 bilhões.
De acordo com documento desta quinta, a decisão da Justiça aprovou a suspensão, pelo prazo de 180 dias, de todas as ações e execuções contra a companhia em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial, o que inclui a suspensão da exigibilidade de principal, juros e demais acréscimos durante esse período.
Além disso, houve a concessão do prazo de 90 dias para que a Raízen demonstre o alcance de quórum para homologação de plano de recuperação extrajudicial.
Alta do petróleo vai impactar preços de passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que o setor aéreo brasileiro tem recursos para enfrentar a alta do preço do petróleo gerada pela guerra no Oriente Médio e que repasses aos preços das passagens devem ocorrer.
“Tem muita volatilidade no mercado. No curtíssimo prazo a empresa está preparada para lidar com esses choques, que impactam todas as companhias que têm um certo nível de tolerância para absorção de custo”, disse Ferrer durante evento.
“Temos várias ferramentas, mas é natural ter algum repasse (para o preço das passagens)”, disse o executivo à Reuters.
No começo de março, a Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% diante da alta do barril do petróleo no mercado internacional gerada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.
Ferrer garantiu que a alta dos preços dos combustíveis não atrapalha o plano de expansão internacional da Gol, que usará o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, como hub para novos voos de longa distância.
Hypera (HYPE3) tem salto no lucro líquido do 4º tri e supera expectativas de analistas
A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes, segundo balanço divulgado na quinta-feira (12).
O resultado foi bem acima do lucro líquido de R$ 79 milhões obtido pela empresa no quarto trimestre de 2024 e ficou próximo dos 454 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Analistas, em média, esperavam que a companhia apresentasse lucro de R$ 395 milhões, segundo dados da LSEG.
A companhia também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda de operações continuadas de R$ 748,4 milhões de outubro ao final de dezembro, ante expectativa média do mercado de R$ 731 milhões, também de acordo com a LSEG.
O resultado do período foi apoiado em parte por um crescimento de 48% na receita líquida ante o quarto trimestre de 2024, para R$ 2,24 bilhões, em meio a uma expansão de 7,4% da venda ao consumidor final do varejo farmacêutico, algo que seguindo a Hypera foi 0,5 ponto percentual “superior ao avanço do mercado de atuação”.
Sabesp (SBSP3) volta a adquirir ações da EMAE com operação de R$ 171,6 milhões
A Sabesp (SBSP3) informou na quinta-feira (12) que firmou contrato para adquirir uma participação adicional na EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. por meio da compra de cotas de um fundo de investimento.
Segundo fato relevante, a companhia celebrou acordo com o África Fundo de Investimento Multimercado Responsabilidade Limitada para adquirir 100% das cotas do Oceania Fundo de Investimento em Ações por cerca de R$ 171,6 milhões.
O único ativo do fundo são 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE, equivalentes a 23,17% das ações ordinárias e 9,22% do capital social total da companhia.
O pagamento será feito à vista em 13 de março de 2026 e não estará sujeito a ajustes posteriores.
Segundo a Sabesp, o valor corresponde ao preço por ação ofertado na oferta pública de aquisição (OPA) das ações ordinárias da EMAE. O preço inicial era de R$ 49,47 por ação, atualizado pela taxa Selic até 11 de março de 2026, resultando em R$ 50,38 por ação.
Telefônica Brasil (VIVT3) aprova redução de capital de R$ 4 bilhões com devolução aos acionistas
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou na quinta-feira (12) a redução de capital social em R$ 4 bilhões, com restituição de recursos aos acionistas. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).
A operação será realizada sem cancelamento de ações, mantendo inalterado o número de papéis emitidos e a participação proporcional dos acionistas no capital da companhia. Com a medida, o capital social da empresa passará de R$ 60,07 bilhões para R$ 56,07 bilhões.
A redução implicará na devolução de aproximadamente R$ 1,25 por ação ordinária aos acionistas, considerando a base acionária de 31 de dezembro de 2025. O valor foi calculado sobre um total de cerca de 3,19 bilhões de ações ordinárias, excluídas as ações mantidas em tesouraria.
Segundo a companhia, o valor por ação ainda poderá sofrer ajustes devido ao programa de recompra de ações em andamento. A posição acionária que definirá o direito ao recebimento será verificada em 22 de maio de 2026. Após essa data, os papéis passarão a ser negociados “ex-direitos” à restituição.
Eztec (EZTC3) tem lucro líquido de R$ 117,5 milhões no 4T25
A incorporadora paulistana Eztec (EZTC3) teve lucro líquido de R$ 117,5 milhões no quarto trimestre de 2025, uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período de 2024.
O Ebit (lucro antes dos juros e impostos) somou R$ 86,9 milhões, retração de 18,1% na mesma base de comparação anual.
A receita líquida recuou 36,9%, para R$ 268,9 milhões, principal razão para a queda no lucro da companhia.
A Eztec explicou que a baixa da receita refletiu as entregas de empreendimentos realizadas nos últimos trimestres e as vendas dos lançamentos mais recentes.
Com a finalização das obras, a empresa deixou de reconhecer a receita das unidades já comercializadas. No setor de construção, a receita é apurada no balanço de modo proporcional ao andamento das obras (Sistema POC, Porcentual de Obra Concluída).
Energisa (ENGI11): Lucro líquido consolidado soma R$ 975 milhões no 4T25
O lucro líquido consolidado da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 975,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 54% na comparação com igual período de 2024.
Descontando ajustes, como o Valor Novo de Reposição (VNR) do segmento de distribuição, o lucro líquido societário da transmissão, efeitos não caixa e não recorrentes e adicionando o lucro regulatório do segmento de transmissão, o lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 806,4 milhões, 150,4% acima do reportado um ano antes.
No consolidado de 2025, o lucro líquido consolidado alcançou 3,14 bilhões, montante 32,3% menor que o anotado no exercício anterior. Descontando os ajustes, o resultado líquido recorrente cresceu 9,5%, para R$ 2,06 bilhões.
Pesou no desempenho trimestral a alta de 404,2% do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 957,6 milhões, ante os R$ 189,9 milhões anotados entre outubro e dezembro de 2024.
O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) cresceu 11,9% no quarto trimestre, frente igual etapa de 2024, para R$ 2,013 bilhões.
Pelo critério ajustado recorrente, o Ebitda chegou a R$ 2,326 bilhões, avanço de 21,7%. Já o Ebitda ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, subiu 11,5%, para R$ 2,12 bilhões.
Randon (RAPT4) tem prejuízo de R$ 231,3 milhões no 4T25
A Randon (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo os lucros de R$ 118 milhões do mesmo período do ano anterior e de R$ 23 milhões no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado na quinta-feira (12).
Segundo a fabricante de implementos rodoviários, o prejuízo se deu “diante da queda expressiva de mercado, do aumento das despesas financeiras e de um maior patamar de eventos não recorrentes”.
A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 330 milhões, queda de 21,3% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.
A receita líquida consolidada do período recuou 1,5% no período, para R$ 3,2 bilhões, segundo o balanço.
Ânima (ANIM3) tem prejuízo líquido de R$ 18,1 milhões no 4T25
A Ânima (ANIM3) reportou na quinta-feira (12) prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 18,1 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de R$ 15,9 milhões registrado um ano antes, em desempenho afetado pelo aumento das despesas financeiras.
A receita líquida consolidada do grupo de educação, contudo, cresceu 8,6% ano a ano, para R$ 972,3 milhões, com desempenho positivo em todas as unidades no trimestre. Ânima Core teve alta de 4,5%, Ensino Digital registrou expansão de 3,9% e a Inspirali mostrou aumento de 15,6% versus o mesmo período de 2024.
O Ebitda ajustado totalizou R$ 334 milhões, alta de 13,7% na comparação anual, enquanto a margem nessa métrica aumentou 1,6 ponto percentual, para 34,4%. A companhia também reportou uma geração de caixa operacional de R$ 329,1 milhões, elevação de 26,3% em relação ao mesmo período do exercício anterior.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo