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Reino Unido decide banir derivativos cripto; decisão irá atrapalhar clientes do varejo

06/01/2021 - 8:44
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
bitcoin inglaterra bandeira
FCA pretende evitar prejuízos, mas irá impedir a inovação e o acesso a cripto ao proibir produtos de investimentos com cripto (Imagem: Pixabay/cryptostock)

Nesta quarta-feira (6), entra em vigor a proibição da venda de derivativos cripto e notas negociadas em bolsa (ETNs) de cripto no Reino Unido.

Anunciada pela Autoridade de Conduta Financeira (FCA) em outubro de 2020, após um longo e turbulento período de consulta, a proibição não permite a venda, o marketing e a distribuição de contratos por diferença (CFDs), opções, futuros e ETNs que mencionem criptomoedas a investidores de varejo.

A reguladora espera evitar prejuízos de cerca de £ 53 milhões, mas comentadores da indústria compartilharam sua preocupação de que, em vez disso, irá afastar clientes para corretoras não regulamentadas ou estrangeiras — longe do escopo da FCA.

A supervisora continua a atrair críticas. Dermot O’Riordan, parceiro da Eden Block, empresa europeia de capital de risco com foco na tecnologia blockchain, afirmou que a proibição é um indício de que a FCA não sabe como regulamentar esse setor.

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“É lamentável porque os únicos players que são realmente regulamentados (ou desejam se tornar) para fornecer produtos derivativos cripto ao varejo (CoinShares, Crypto Facilities etc.) são bons participantes. Essa decisão fará com que usuários do varejo utilizem plataformas não regulamentadas como Deribit e BitMEX, que oferecerá bem menos proteção do que os players regulamentados. Não se sabe como o usuário médio de varejo irá se beneficiar nesse cenário”, continuou ele.

O impacto da proibição será sentido por inúmeras empresas: desde gestoras especializadas de ativos, como a CoinShares — que possui mais de US$ 1,5 bilhão de ativos sob gestão — a plataformas e corretoras, como a eToro.

Empresas tradicionais de investimento que fornecem serviços cripto também foram afetadas. Hargreaves Lansdown, empresa de investimento listada no índice FTSE 100, optou por tomar medidas decisivas antes do prazo-limite.

“A Declaração de Políticas de outubro deixou bem clara a postura da FCA sobre esses produtos. Realmente queremos proteger investidores e ajudá-los a atingir ótimos resultados, então decidimos implementar as restrições antes do prazo-limite da FCA por isso ser melhor para nossos clientes”, disse Danny Cox, líder de relações exteriores na Hargreaves Lansdown.

“Investidores não poderão mais comprar esses produtos pela HL, mas poderão deter investimentos que já possuem e vendê-los quando desejarem.”

IG, a empresa de negociação on-line fundada em 1974, também está removendo seus produtos de CFD cripto por conta da proibição.

Townsend Lansing, líder de produtos na CoinShares, afirmou que esses tipos de empresas tiveram que interromper ordens de compra em dezembro.

“Em relação ao nosso negócio, nada mudou desde o anúncio [da proibição]. Não esperamos que haja um impacto material. Temos uma base de clientes ampla e diversa”, explicou ele.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 06/01/2021 - 8:58

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