Pesquisa aponta impacto do caso Master na corrida eleitoral e impacta Bolsa brasileira
O dia começou bastante negativo para a Bolsa norte-americana, com investidores à espera do resultado da Nvidia. Por aqui, a pesquisa AtlasIntel também esteve no radar do mercado, com uma queda significativa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto para a Presidência da República.
No Giro do Mercado, a jornalista Paula Comassetto recebeu Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, para comentar os principais destaques do dia nos cenários global e doméstico e os impactos para o investidor.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada mais cedo (19) mostrou que Flávio Bolsonaro perdeu força na corrida presidencial após as revelações envolvendo o Banco Master, com queda de 6 pontos no segundo turno.
Neste cenário, Lula (PT) abriu vantagem, com 48,9% das intenções, contra 41,8% do adversário do PL. Em abril, os candidatos estavam praticamente empatados. Agora, Lula volta a liderar, com 7 pontos de diferença.
“Já existia uma percepção de que as conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro teriam um grande impacto sobre os eleitores. O que aconteceu é grave, porque também mexeu com os dados de rejeição, que devem ser os principais norteadores dos resultados da eleição”, apontou Spiess.
Na pesquisa, Flávio Bolsonaro apresentou a maior rejeição, com 52%, seguido de Lula, com 50,6%. É a primeira vez que o senador passa o presidente em rejeição.
De acordo com o analista, inclusive, a perspectiva de uma desistência da candidatura de Flávio Bolsonaro está sendo ventilada. “Ele pode voltar para a cadeira de senador e apoiar alguém, como Michele Bolsonaro, [Romeu] Zema ou [Ronaldo] Caiado. Mas todos eles parecem de difícil apoio pela militância mais aguerrida do bolsonarismo”, explicou Spiess.
No cenário corporativo brasileiro, a B3 (B3SA3) anunciou Christian Egan como novo CEO. A posse ainda não teve data divulgada pela B3. Egan deve assumir a posição que era ocupada por Gilson Finkelsztain desde 2017, executivo que deixou a bolsa para assumir o comando do Santander.
Ainda hoje, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participou de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.
*Com supervisão de Vitor Azevedo