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Renner (LREN3) lucra R$ 405 milhões no 2T26 e corta guidance de receita para 2026

06 ago 2026, 18:51
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(Imagem: iStoock/Leila Melhado)

A Lojas Renner (LREN3) registrou lucro líquido de R$ 404,6 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. Junto com o balanço, a varejista revisou para baixo sua projeção de crescimento da receita líquida para este ano, reduzindo o guidance de 9% a 13% para um intervalo entre 4% e 8%.

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Segundo a companhia, a revisão reflete um desempenho de vendas abaixo do esperado no trimestre, influenciado por um ambiente macroeconômico e competitivo mais desafiador.

A Renner afirmou que a Copa do Mundo teve impacto mais intenso do que o previsto sobre o fluxo de clientes nas lojas físicas e o padrão de consumo, enquanto o maior endividamento das famílias, a redução mais lenta dos juros e o aumento da concorrência — incluindo plataformas internacionais de cross-border — também pressionaram as vendas.

Apesar disso, a empresa manteve inalteradas as demais projeções para o ciclo entre 2026 e 2030, incluindo a expectativa de crescimento da receita entre 9% e 13% ao ano de 2027 em diante.

A receita líquida de varejo somou R$ 3,689 bilhões, alta de 1,1% na comparação anual, enquanto as vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 0,5%. Na categoria de vestuário, principal negócio da companhia, a receita avançou 2,5%, com crescimento de 1,5% nas vendas em mesmas lojas. Já o GMV digital cresceu 13,1%, alcançando R$ 837,6 milhões e participação recorde de 16,9% nas vendas do varejo.

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Mesmo com um crescimento mais fraco da receita, a companhia preservou a rentabilidade. O lucro bruto do varejo cresceu 1,8%, para R$ 2,121 bilhões, enquanto a margem bruta avançou 0,4 ponto percentual, para um recorde de 57,5% em um segundo trimestre.

No vestuário, a margem também atingiu um recorde de 58,7%, beneficiada por maior participação de vendas a preço cheio, ganhos de eficiência na cadeia de suprimentos e um cenário cambial mais favorável.

A Lojas Renner também destacou a disciplina na gestão de despesas. As despesas operacionais cresceram apenas 1,5% no trimestre, para R$ 1,341 bilhão, enquanto o Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) do varejo avançou 2,3%, totalizando R$ 791,2 milhões, com expansão de 0,2 ponto percentual da margem, para 21,4%.

O Ebitda ajustado consolidado ficou em R$ 844,6 milhões, queda de 5,3%, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da operação de serviços financeiros.

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Na frente financeira, a operação da Realize registrou resultado de R$ 53,5 milhões, ante R$ 118,5 milhões um ano antes, enquanto a companhia encerrou o trimestre com R$ 135,1 milhões de fluxo de caixa livre, R$ 1,9 bilhão em caixa e caixa líquido de R$ 1,2 bilhão.

Na mensagem que acompanha o balanço, o CEO da Lojas Renner Fabio Faccio afirmou que, “apesar do crescimento abaixo do esperado no trimestre, a companhia preservou a rentabilidade por meio da expansão das margens, do controle de despesas e da gestão de estoques”.

Segundo o executivo, a expectativa é de uma reaceleração no segundo semestre, sustentada pela expansão da área de vendas, reinauguração de lojas, avanço das iniciativas comerciais e digitais e por uma base de comparação mais favorável.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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