Comprar ou vender?

Renner (LREN3): Números melhores em meio a um 4T25 fraco para o consumo; é hora de comprar a ação?

06 mar 2026, 13:16 - atualizado em 06 mar 2026, 13:16
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(Imagem: iStoock/Leila Melhado)

As ações da Lojas Renner (LREN3) recuam 0,20%, a R$ 14,69, às 12h49 (horário de Brasília), apesar de o resultado do quarto trimestre de 2025 (4T25) ter apresentado números um pouco melhores do que o esperado pelo mercado.

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A companhia reportou um lucro líquido de R$ 552,6 milhões no período, uma alta de 13,4% na comparação anual. No acumulado de 2025, o lucro somou R$ 1,46 bilhão, crescimento de 21,8%.

A ação, no entanto, oscila entre altas e quedas no pregão desta sexta-feira (6). Na máxima, a LRN3 chegou a subir 3,60% e liderou os ganhos do Ibovespa, enquanto, na mínima, recuou 0,88%.

O BTG Pactual, Santander Brasil e XP Investimentos mantiveram as recomendações de compra para o papel.

Os analistas das casas observaram que, apesar de o 4T25 não ter sido um período favorável para o consumo, a Renner conseguiu trazer bons números operacionais, com destaque para as margens fortes, e ajustou a sua proposta de valor.

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Resultado vem melhor, apesar de lucro líquido abaixo

O Santander Brasil avalia que o 4T25 da Renner veio ligeiramente melhor no nível operacional, enquanto o lucro líquido ficou um pouco abaixo das expectativas, devido a baixas contáveis não recorrentes.

“Em um trimestre desafiador para varejistas de vestuário, a companhia atingiu as expectativas de receita e reportou margem Ebitda do varejo 1,1 p.p. maior ano contra ano e 94 bps acima do consenso, compensando mais do que o desempenho abaixo do esperado da Realize”, apontam os analistas Eric Huang, Lucas Esteves e Vitor Fuziharo.

Segundo os analistas, a expectativa, após os resultados, é de aumento na viabilidade da meta da margem Ebitda para 2030, sem sugerir risco de queda para as estimativas atuais do consenso.

Além disso, a posição de caixa líquido de R$ 1,5 bilhão da Renner sustenta a continuidade de retornos aos acionistas, o que deve continuar dando suporte para a ação e para a recomendação de compra do papel pelo Santander.

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O preço-alvo recomendado para LREN3 é de R$ 19, um potencial de valorização de 29,08%, considerando o preço de fechamento de ontem (R$ 14,72).

Margem bruta brilhou, mesmo com cenário desfavorável para o consumo

Em um trimestre com números operacionais “decentes”, o BTG Pactual considera que a margem bruta da LREN3 foi o destaque positivo do 4T25, embora o consumo não ter sido um fator positivo no período.

Como fatores que contribuíram no período, o banco destaca as menores remarcações, a gestão de estoque mais eficiente, a maior agilidade e flexibilidade no desenvolvimento de coleções e a melhor reposição de produtos nas lojas.

Adicionalmente, o BTG ressalta o crescimento de 10% na comparação anual das vendas no canal digital, o que representa 14% do volume bruto de mercadorias total. Isso representa um aumento de 70 pontos-base na participação nas vendas totais.

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Os resultados foram positivamente impactados pelo reconhecimento de atualização de juros sobre depósitos judiciais, totalizando R$ 36 milhões.

Ao mesmo tempo, o lucro líquido também foi impactado por baixas contábeis de R$ 99 milhões no trimestre, principalmente relacionadas à plataforma Repassa.

O BTG tem preço-alvo para o papel de R$ 20, um potencial de valorização de 35,87%.

LREN3 tem potencial para destravar valor, se focar em eficiência

A XP Investimentos considera que o resultado da Lojas Renner trouxe uma dinâmica sólida no varejo, apesar das despesas mais altas na Realize.

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Como ponto positivo, a corretora aponta que a LREN3 tem maior produtividade de vendas entre os pares, o que implica em uma evolução nominal mais forte.

Além disso, destacamos que a LREN apresentou a margem bruta de vestuário mais forte entre os pares, potencialmente refletindo que, finalmente, está colhendo os ganhos do seu novo modelo de negócios, enquanto as despesas de SG&A foram controladas”, destaca a XP em relatório.

Segundo a corretora, a varejista ajustou sua proposta de valor, apoiada pelo posicionamento de preços adequado, combinado a coleções mais assertivas, o que deve se traduzir em dinâmicas sólidas de crescimento adiante, embora mantendo em mente o seu prêmio de produtividade ante os pares.

“Se a companhia focar em iniciativas de eficiência, como vimos outras empresas fazerem recentemente (por exemplo, RD, Natura e Alpargatas), acreditamos que ela poderia destravar valor significativo“, avaliam os analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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