Riachuelo (RIAA3) ganha mais um ano para se adequar ao free float mínimo exigido pela B3
A Guararapes (RIAA3), dona da Riachuelo, informou ao mercado que a B3 estendeu o prazo para o enquadramento da companhia ao percentual mínimo de ações em circulação no mercado (free float) de 31 de dezembro de 2026 para 31 de dezembro de 2027, dando um fôlego de um ano para a varejista.
De acordo com as regras da B3, o patamar mínimo de free float é de 20%. Há uma alternativa de 15%, mas somente se a companhia cumprir uma condição de liquidez: ter ADTV (volume financeiro médio diário de negociação) de pelo menos R$ 20 milhões, considerando os últimos 12 meses.
A concessão do aumento do prazo ocorreu em caráter automático e extraordinário pela B3, que levou em conta também o cenário macroeconômico. Dessa maneira, está dispensada a apresentação de pleito específico para prorrogação do tratamento excepcional.
Em fevereiro deste ano, uma potencial oferta primária subsequente de ações, conhecido como follow-on, que poderia levantar R$ 400 milhões entrou no radar do mercado, com o intuito de aumentar o free float, elevar a liquidez na B3, além de reforçar a capacidade de investir em verticais em expansão e manter o plano de abertura de lojas.
A Riachuelo chegou a confirmar que avaliava a possibilidade, no entanto, em março, suspendeu os estudos para a potencial oferta, tendo em vista a instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.
Números da Riachuelo
A Guararapes, controladora da Riachuelo, teve lucro líquido de R$ 168 milhões no segundo trimestre de 2026, montante 36,2% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior, atingindo o maior patamar histórico para o período.
A empresa dona da Riachuelo apurou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 461 milhões, número 12,7% maior que o obtido um ano antes, com a margem de Ebitda ajustada subindo 1,4 ponto percentual, para 17,1%.
A receita líquida consolidada somou R$ 2,7 bilhões, valor 3,3% acima do registrado no segundo trimestre de 2025.
O indicador de vendas mesmas lojas em vestuário teve alta de 7,8%, ante 15,8% no segundo trimestre de 2025, marcando o 12º trimestre consecutivo de crescimento do vestuário.
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*Com Reuters