China intensifica internacionalização do yuan e amplia oferta de liquidez no exterior
A China continuará a desenvolver mercados offshore do yuan e a ampliar a liquidez da moeda no exterior para promover a internacionalização da moeda, afirmou Lu Lei, vice-presidente do Banco Central do país, nesta quinta-feira (10).
As autoridades manterão a liquidez do yuan no mercado offshore em níveis amplos e estáveis e tornarão a emissão de títulos soberanos e letras do banco central nos mercados offshore uma prática regular, disse Lu em coletiva de imprensa.
“A internacionalização do renminbi (yuan) é um processo contínuo e constante, além de ser um fato irreversível”, disse ele.
Lu disse que o Banco Central melhorará o ambiente para que entidades estrangeiras possam deter e utilizar a moeda, ao mesmo tempo em que promoverá ativamente o uso do yuan digital em transações transfronteiriças.
Os ativos denominados em iuan estão se tornando cada vez mais atraentes para investidores globais, disse Lu, acrescentando que entidades estrangeiras detêm atualmente mais de 11 trilhões de yuanes (US$1,64 trilhão) em ativos financeiros em renminbi no mercado interno.
Lu afirmou que a China manterá o iuan basicamente estável e não tem intenção de buscar vantagem comercial por meio da desvalorização da moeda.
O que é yuan offshore?
Uma das cinco moedas mais utilizadas no mundo, o renminbi (RMB) é o nome oficial da moeda chinesa, mas para termos de negociação a divisa opera em dois mercados diferentes: o onshore, representado pelo CNY, e o offshore, identificado pela sigla CNH.
O CNH é o yuan offshore, negociado fora da China continental. Diferentemente do CNY, sua cotação é determinada de forma mais livre pela oferta e pela demanda no mercado internacional. Ele foi criado para ampliar a circulação internacional do renminbi e permitir sua negociação em centros financeiros como Hong Kong e Singapura.
Assim, embora CNY e CNH representem o renminbi, a principal diferença está no mercado em que são negociados e no grau de intervenção das autoridades chinesas sobre suas cotações.
*Com informações de Reuters