Economia

Risco-país do Brasil salta 26% após reeleição de Lula e atinge maior nível desde junho de 2025

26 out 2026, 15:29
Foto de stock de Gráfico caindo na frente da bandeira do Brasil. Conceito de Crise
(Imagem: NatanaelGinting/ Getty Images)

O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, subiu 26% nesta segunda-feira (26) e opera em 151,7 pontos. Em comparação, na sexta-feira (23), o indicador estava em 120,2 pontos.

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Esse é o maior patamar do índice desde junho de 2025. O risco-país do Brasil acompanha a reprecificação dos ativos locais após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O resultado do segundo turno, realizado no último domingo (25), surpreendeu o mercado financeiro, que esperava uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL). Ao fim do primeiro turno, com o senador saindo na frente, o CDS chegou a cair para abaixo de 108 pontos, no menor nível em seis anos.

Em seguida, o indicador começou a subir novamente, em meio às dúvidas eleitorais, com as pesquisas mostrando empate técnico, mas sem embutir nas cotações uma vitória de Lula, observa um gestor de fundo dedicado a emergente em Nova York.

Com a reviravolta eleitoral, os investidores recalibram suas estratégias nesta segunda-feira e reavaliam as carteiras diante das expectativas de uma política fiscal mais leniente nos próximos quatro anos.

Até onde pode ir o risco-país do Brasil?

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Os estrategistas do Morgan Stanley avaliam que o CDS do Brasil pode subir 40 pontos, enquanto o dólar pode bater em R$ 6,00 se as pressões fiscais se intensificarem.

A avaliação do banco norte-americano, em relatório, é que o risco fiscal em alta ameaça ações, moeda e títulos de dívida do Brasil.

Os analistas enxergam que, na ausência de ajustes, os investidores devem incorporar riscos de dominância fiscal aos preços dos ativos – levando o câmbio para os níveis de janeiro de 2025.

Em linhas gerais, a dominância fiscal ocorre quando a inflação e as expectativas de inflação passam a responder mais à política fiscal do que à política monetária. Na prática, esse quadro pode reduzir a eficácia dos juros elevados no controle da inflação e comprometer a capacidade do Banco Central de estabilizar os preços.

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No entanto, esse ainda não é o cenário-base do banco. Os analistas não esperam que o mercado passe diretamente a precificar um cenário de dominância fiscal no curto prazo.

“Os ativos brasileiros só precificaram esse cenário em duas ocasiões nos últimos 20 anos, o que indica que a barreira para sua materialização não é tão baixa quanto alguns participantes do mercado podem imaginar”, afirmam.

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.
Repórter do Seu Dinheiro e jornalista formada pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

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