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Safra corta preços-alvo de construtoras do Minha Casa, Minha Vida e aponta favoritas; confira

11 jun 2026, 13:05 - atualizado em 11 jun 2026, 13:05
construtoras construção civil (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto)
Safra corta preços-alvo de construtoras do Minha Casa, Minha Vida e aponta favoritas; confira (Imagem: JONGHO SHIN/istockphoto/Montagem Money Times)

O Safra cortou os preços-alvo de Direcional (DIRR3), Cury (CURY3), MRV (MRVE3) e Plano & Plano (PLPL3), enquanto elevou o de Tenda (TEND3), ao revisar suas estimativas para as principais construtoras voltadas ao Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

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Apesar dos ajustes, o banco manteve recomendação de compra para todas as empresas, com exceção da MRV, argumentando que a recente queda das ações criou um “ponto de entrada atrativo” para os investidores.

Em relatório a que o Money Times teve acesso, os analistas Rafael Rehder e Olavo Fleming apontaram que o segmento de habitação sofreu uma deterioração do sentimento de mercado diante das preocupações com a inflação da construção, especialmente após a escalada da guerra no Oriente Médio.

Ainda assim, destacaram que os fundamentos das companhias permanecem sólidos e capazes de absorver eventuais pressões sobre os custos.

“O início do conflito dos EUA com o Irã reacendeu as preocupações inflacionárias, com as cicatrizes ainda frescas do choque de 2020 a 2022. Acreditamos, porém, que esse cenário abre um ponto de entrada atrativo, já que os fundamentos permanecem inalterados”, afirmou a dupla.

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Direcional e Cury seguem entre as preferidas

Entre as companhias cobertas pelo banco, a Direcional permanece como a principal escolha (top pick) no setor. O Safra vê potencial de valorização (upside) de aproximadamente 47% para as ações, embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 22 para R$ 19.

A casa destaca que a construtora possui a menor exposição a choques inflacionários, já que seu mix de receita é mais dependente de vendas de estoque do que de lançamentos, além de contar com economias ainda não totalmente refletidas nos resultados.

Para a Direcional, o banco projeta vendas líquidas de R$ 6,4 bilhões em 2026 e de R$ 7,3 bilhões em 2027. O Safra estima ainda retorno sobre patrimônio líquido (ROE) médio de 43% para o biênio, além de um dividend yield de 13% para o ano que vem.



A Cury também continua entre as favoritas por possuir uma carteira relevante de recebíveis corrigidos pela inflação, o que ajuda a compensar eventuais aumentos nos custos de construção.

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A casa reduziu o preço-alvo da companhia de R$ 50 para R$ 45, o que ainda representa potencial de valorização de aproximadamente 48%.

Para a incorporadora, o Safra estima vendas líquidas de R$ 7,9 bilhões em 2026 e R$ 8,6 bilhões em 2027, além de um ROE médio de 80% no período, acompanhado por um dividend yield de 12% para o ano que vem.



Tenda é a única a receber aumento no preço-alvo

A Tenda, por sua vez, foi a única empresa a ter o preço-alvo elevado pelo banco, de R$ 41 para R$ 46, o que representa potencial de valorização de 44%.

Segundo o relatório, a companhia vem apresentando resultados acima das expectativas e também está preparada para enfrentar pressões inflacionárias graças às provisões mais robustas e ao tempo de construção mais curto em comparação com os pares.

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De acordo com os analistas, a Tenda opera com um ciclo de construção de aproximadamente 15 a 18 meses, enquanto a média do setor varia entre 24 e 36 meses, fator que reduz sua exposição a aumentos de custos durante as obras.

Além disso, pelas contas do Safra, o papel TEND3 negocia a 4,7 vezes o múltiplo P/L estimado para 2027, um desconto de aproximadamente 21% em relação à média observada para Direcional e Cury.



Plano & Plano e MRV enfrentam cenário mais desafiador

No caso da Plano & Plano, o banco reduziu o preço-alvo de R$ 24 para R$ 12 e cortou em aproximadamente 31% suas projeções de lucro para 2026 e 2027.

Os analistas citam vendas mais fracas, estoques elevados e pressão sobre as margens como os principais desafios para a companhia. Ainda assim, a recomendação de compra foi mantida devido ao forte desconto das ações após a queda de 36% acumulada neste ano.

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Para a MRV, a visão permanece ainda mais cautelosa. O Safra cortou o preço-alvo de R$ 11 para R$ 7 e manteve indicação neutra para os papéis.

Na avaliação da casa, a elevada alavancagem financeira e os desafios relacionados à operação da Resia nos Estados Unidos podem continuar pressionando os resultados da empresa nos próximos trimestres.



Confira as recomendações do Safra:

Empresa (Ticker)RecomendaçãoPreço atualPreço-alvoPotencial de alta
Direcional (DIRR3)CompraR$ 12,90R$ 19,0047,3%
Cury (CURY3)CompraR$ 30,44R$ 45,0047,8%
Tenda (TEND3)CompraR$ 31,93R$ 46,0044,1%
Plano&Plano (PLPL3)CompraR$ 8,27R$ 12,0045,1%
MRV (MRVE3)NeutraR$ 5,15R$ 7,0035,9%

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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