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Safra de cana deve crescer com clima favorável, mais etanol e impacto limitado da guerra no açúcar, diz Plinio Nastari

02 abr 2026, 12:55 - atualizado em 02 abr 2026, 12:55
etanol combustíveis btg pactual (2)
(iStock.com/JamesBrey)

As perspectivas para a safra 2026/27 de cana-de-açúcar no Centro-Sul são positivas, com recuperação dos canaviais, aumento de produção e mudança estratégica na destinação da matéria-prima, segundo o presidente da Datagro, Plinio Nastari.

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Após um 2024 adverso, a boa distribuição de chuvas tem favorecido o desenvolvimento da cultura, impulsionando a produtividade em diversas regiões.

A Datagro projeta moagem de 635 milhões de toneladas, ante 610,5 milhões no ciclo anterior, com leve aumento de área e ganhos relevantes de produtividade.

Mais etanol e açúcar estável

Apesar da maior oferta de cana, a produção de açúcar deve se manter praticamente estável, em torno de 40,7 milhões de toneladas. O destaque será o etanol, com expectativa de crescimento de 4,6 bilhões de litros.

Segundo Nastari, o setor deve direcionar uma parcela maior da matéria-prima para o biocombustível, indicando uma mudança estratégica relevante para o ciclo.

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Guerra no Oriente Médio muda dinâmica de preços e exportações devem seguir firmes

As tensões geopolíticas têm influenciado diretamente os mercados de energia e, por consequência, o setor sucroenergético. A alta do petróleo já começa a se refletir nos preços do açúcar e do etanol.

O contrato de açúcar em Nova York registrou avanço recente, enquanto o etanol hidratado na B3 também se recuperou, sinalizando melhora na percepção do mercado.

Mesmo com cerca de 17,1% das exportações brasileiras destinadas ao Oriente Médio, o impacto da guerra sobre o volume embarcado deve ser limitado.

Segundo Nastari, a demanda global permanece constante, e o Brasil continuará redirecionando suas exportações para diferentes mercados, mantendo seu papel como principal fornecedor global.

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Fertilizantes entram no radar de risco

Se por um lado o cenário favorece o etanol, por outro há preocupação com os custos de produção. O Oriente Médio é relevante fornecedor de fertilizantes, especialmente ureia, e o Brasil depende fortemente de importações.

Já há aumento nos preços de ureia e fosfatos, embora o cloreto de potássio ainda não tenha sido significativamente impactado.

Índia, Tailândia e Europa influenciam mercado global

No cenário internacional, a Índia segue ampliando sua produção de etanol e pode ter uma safra menor em 2026/27, o que tende a reduzir sua disponibilidade de açúcar para exportação.

A Tailândia, por sua vez, deve registrar recuperação na safra atual (2024/25), mas há sinais de queda na produção em 2026/27, diante da menor atratividade da cana frente a outras culturas.

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A União Europeia também caminha para uma redução de produção no mesmo ciclo, em meio a preços menos atrativos.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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