Santander (SANB11) tem lucro de R$ 2,9 bilhões no 3T26, abaixo do esperado; ROAE fica em 11,9%
O Santander Brasil (SANB11) registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,9 bilhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de 28% na comparação anual. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava lucro de R$ 3,161 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) encerrou o trimestre em 11,9%, aquém da projeção de 12,7% dos analistas e 5,6 pontos percentuais (p.p) menor do que o mesmo período do ano anterior.
“O ambiente macroeconômico segue exigindo disciplina, seletividade e foco na qualidade dos resultados. Nossos números refletem esse contexto, mas também mostram um banco que está realizando ajustes importantes para fortalecer sua capacidade de crescimento sustentável”, disse Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil, em nota à imprensa.
A carteira de crédito do Santander Brasil (SANB11)
A carteira de crédito ampliada do Santander Brasil somou R$ 721 bilhões no terceiro trimestre, alta de 4,7% na comparação anual e de 0,9% frente ao trimestre anterior.
Mais do que o ritmo de expansão, a composição da carteira é importante para entender os próximos passos do Santander.
O banco vem buscando ampliar a participação de modalidades consideradas menos arriscadas, como crédito com garantia, financiamento imobiliário, financiamento de veículos novos e linhas voltadas a clientes de maior renda.
A mudança, porém, tem um custo: essas operações tendem a oferecer retornos menores e tendem a pressionar as margens financeiras no curto prazo.
A margem financeira total alcançou R$ 14,9 bilhões no terceiro trimestre, leve contração de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025 e de 2,5% frente ao trimestre anterior.
A margem financeira com clientes recuou 4,2% na comparação anual, a R$ 15,9 bilhões, enquanto a margem com mercado — que reflete principalmente o resultado das operações de tesouraria — foi nehgativa em R$ 895 milhões, melhora de 33,6% na base anual.
Inadimplência e provisões seguem no radar
A qualidade da carteira de crédito segue sob os holofotes. O índice de inadimplência acima de 90 dias (NPL) ficou em 3,4%, alta de 0,6 ponto percentual na comparação anual e de 0,1 p.p frente ao trimestre anterior.
Já a inadimplência de curto prazo apresentou melhora de 0,1 p.p em relação ao mesmo período de 2025 e de 0,04 p.p frente ao trimestre anterior.
O NPL formation, indicador que mede a formação de novos créditos problemáticos, somou R$ 7,2 bilhões, alta de 4,2% na comparação trimestral e de 2,6% em relação ao ano anterior. Como proporção da carteira de crédito, o indicador fechou o trimestre em 1,1%, praticamente estável.
As despesas com provisões para perdas de crédito (PDD) totalizaram R$ 7,4 bilhões, alta de 14,3% na comparação anual e recuo de 2,5% no trimestre.
Receitas e despesas
As receitas com prestação de serviços e tarifas somaram R$ 5,4 bilhões, recuo de 2,4% na comparação anual.
Já as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 6,3 bilhões, queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
*Conteúdo em atualização.