Renda Fixa

Selic a 14%: Quanto rendem R$ 10 mil na poupança, CDB, LCA, LCI e Tesouro?

05 ago 2026, 19:21
Businessman holding coins and putting into glass pot. Saving concept for financial accounting.
(Imagem: iStcok/ gustavomellossa)

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (5), mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. Os diretores do Banco Central (BC) optaram mais uma vez por ajustar a taxas Selic, ficando agora em 14% ao ano.

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Os juros, ainda em patamares bastante elevados no Brasil, mantêm a renda fixa como uma das classes de ativos mais atrativas no momento, com taxas de rendimento acima de 1% ao mês apenas para deixar o dinheiro parado.

A pedido do Money Times, Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, realizou uma simulação de investimento nos principais tipos de produtos ofertados no mercado com a nova taxa de juros.

Confira:

Produto Rentabilidade bruta Taxa mensal Aporte Único Prazo (meses) Valor acumulado Bruto Alíquota de IR Valor IR Valor Acumulado Líquido
CDB Pós 100% CDI 1,09% R$ 10.000,00 12 R$ 11.390,00 17,50% R$ 243,25 R$ 11.146,75
Tesouro Selic Selic + 0,0739% 1,10% R$ 10.000,00 12 R$ 11.408,43 17,50% R$ 246,47 R$ 11.161,95
LCI Pós 90% CDI 0,99% R$ 10.000,00 12 R$ 11.251,00 0,00% R$ 0,00 R$ 11.251,00
LCA Pós 85% CDI 0,93% R$ 10.000,00 12 R$ 11.181,50 0,00% R$ 0,00 R$ 11.181,50
Poupança 0,6738% a.m. 0,67% R$ 10.000,00 12 R$ 10.839,21 0,00% R$ 0,00 R$ 10.839,21

*A simulação leva em consideração a Selic em 14%, 13,90% de CDI.

Onde investir com a Selic em 14%?

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Segundo Patzlaff, a estratégia de investimento na renda fixa com o corte na Selic passa menos por abandonar uma classe de ativos e mais por distribuir os recursos de acordo com os objetivos e o horizonte de investimento.

“Mesmo considerando essa queda, 14% ao ano ainda é um juro bem alto. Isso significa que o seu dinheiro pode render muito bem na renda fixa, sem que você precise correr grandes riscos”, afirma.

Para ele, os títulos pós-fixados atrelados ao CDI ou à Selic seguem sendo a melhor alternativa para a reserva de emergência, oportunidades de curto prazo e investidores que priorizam segurança. Já os títulos indexados ao IPCA continuam essenciais para quem busca preservar o poder de compra.

“Garantir o IPCA somado a um prêmio real alto é a melhor forma de multiplicar seu poder de compra no médio e longo prazo, com proteção total contra surpresas na economia”, diz.

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Os títulos prefixados também entram no radar para quem acredita que os juros continuarão caindo. Segundo Patzlaff, travar uma taxa elevada agora pode abrir espaço para ganhos adicionais no futuro, já que esses papéis tendem a se valorizar em um cenário de queda da Selic.

Além da renda fixa, ele destaca que os fundos imobiliários podem ser beneficiados pelo ciclo de afrouxamento monetário.

“Se a taxa de juros continuar caindo, as pessoas voltam a comprar imóveis e os preços sobem. Investir em fundos imobiliários permite que você receba ‘aluguéis’ todo mês na sua conta, sem pagar imposto de renda sobre eles”.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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