SLC Agrícola (SLCE3) aposta em ‘gramínea premium’ no Cerrado, que dispara em 2026
A SLC Agrícola (SLCE3) escolheu o trigo como um dos cultivos da companhia em áreas irrigadas do Cerrado, principalmente em Goiás e, mais recentemente, na Bahia. A região se consolida cada vez mais como uma área com alto potencial para o crescimento da cultura no Brasil.
Em 2026, os futuros da commodity já avançaram mais de 33% (até 13 de maio), saindo de US$ 5,07 para US$ 6,74 por bushel, em meio a um cenário de quebra prevista para a safra 2026/2027 dos EUA. Por lá, segundo o o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra no período deve ficar em 42,5 milhões de toneladas, bem abaixo das 54 milhões de toneladas do ciclo 2025/2026.
“É uma cultura que produz muito bem no Cerrado, em torno de 100 a 120 sacas por hectare. O trigo é rentável e encaixa muito bem na rotação de culturas. Soja e milho são culturas que dão muita doença quando você planta, e é sempre bom, na parte agronômica, colocar uma gramínea entre o plantio de uma leguminosa ou outro espécie. Como gramínea, posso escolher entre trigo e milho para reduzir doenças”, disse o CEO Aurélio Pavinato, ao Money Minds, programa de entrevistas do Money Times.
Outro ponto enfatizado é a qualidade do trigo produzido no Cerrado. Pavinato explica que o trigo da região possui alto pH (Peso Hectolitro), termo utilizado para designar sua qualidade e aptidão para panificação. Trata-se de um trigo premium, adequado para produção de farinha e pães.
“A lógica do trigo que é direcionado para a produção de etanol lá no Rio Grande do Sul é o trigo que perde qualidade pelas chuvas. Não é um trigo bom para panificação”, explicou, em referência aos projetos da CB Bionergia no municipio de Santiago e o da Be8, em Passo Fundo.
Na safra 2024/2025, a SLC Agrícola destinou 6.410 hectares para o plantio da cultura, com um avanço de 18,83% em 2025/2026, para 7.617 hectares.