STF prorroga votação até 19h em todo o país; apuração é pausada
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, prorrogou o fechamento das urnas em 2h, de 17h para 19h (horário de Brasília), em todo o país. O ministro determinou que cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cumprir a ordem.
Zanin foi sorteado relator da ação da coligação do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prorrogar em duas horas o horário de votação devido a problemas de deslocamento de eleitores até o local de votação.
“Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal em 16:32:49 da data de hoje [domingo, 25], e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento”, afirmou o ministro.
A campanha de Lula já havia pedido ao TSE a prorrogação da votação em dez Estados: Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima. O motivo é a redução na frota de ônibus em funcionamento dos municípios, o que prejudica o deslocamento de eleitores.
Apuração é pausada
Com a prorrogação, a totalização dos resultados foi pausada. Até o momento da paralisação, a apuração já havia começado em 18 Estados e no Distrito Federal. Com 0,25% das urnas apuradas, Lula aparecia à frente com 57,66% dos votos válidos e Flávio com 42,34%.
Flávio também pede prorrogação
Por outro lado, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também pediu a prorrogação do horário de votação por duas horas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas apenas nos municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
A ação alega risco à votação em razão de temporais e alagamentos.
“Em 2026, a situação de força maior consiste nas intensas chuvas que acometeram vários municípios do Sul do Brasil, na véspera e até mesmo hoje, no dia do pleito. Frente fria e ciclone extratropical provocam chuvas fortes, ventos e granizo, com maior risco em São Paulo, Paraná e Santa Catarina”, diz a petição.