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StoneX eleva projeção de moagem de cana do Centro-Sul, mas vê safra mais longa por chuvas do El Niño

28 jul 2026, 16:41
Cana-de-açúcar ctc açúcar
(iStock.com/georgeclerk)

A moagem de cana na região Centro-Sul do Brasil deve atingir 641,1 milhões de toneladas na safra 2026/27, aumento de 4,9% em relação à 2025/26, com chuvas beneficiando a produtividade agrícola, mas gerando atrasos no processamento, apontou nesta terça-feira (28) a consultoria e corretora StoneX.

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Com isso, a safra, que deve ser a segunda maior da história do centro-sul — atrás apenas do recorde de moagem de 654 milhões de toneladas em 2023/24 — deve ter seu processamento alongado, com riscos de parte da cana ficar para a próxima temporada, que se inicia normalmente em abril.

A estimativa de moagem indica um aumento de cerca de 9 milhões de toneladas no comparativo com a projeção de maio, com impulso do aumento da produtividade agrícola.

O total de cana por hectare na safra atual até maio estava 6,9% maior no comparativo com 2025/26, para 85 toneladas/ha, observou a StoneX.

“Além disso, as chuvas de maio e junho e a perspectiva de um restante de 2026 mais chuvoso ajudam a explicar a revisão para cima do TCH de 26/27, para 79,3 ton/ha, crescimento de 6,5%”, disse a StoneX, em relatório assinado pelos analistas Marcelo Di Bonifacio Filho e Letícia Corrêa.

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Analistas alertaram que o ponto central dos números para a safra 2026/27 será o clima, citando que o El Niño forte tende a elevar o volume de chuvas no centro-sul de setembro em diante.

“Com isso, a safra deve se estender, e o comportamento das precipitações daqui em diante será importante para entendermos se as usinas conseguirão ou não colher toda a cana disponível”, afirmaram os especialistas.

No geral, a StoneX espera que a safra se acelere entre julho e setembro, após atrasos entre maio e principalmente em junho, com as precipitações dificultando a colheita.

Embora as usinas busquem evitar avançar muito para um último trimestre da safra, mais chuvoso, “entendemos que haverá um maior volume de cana bisada para ser colhida entre março e maio do ano que vem”, disseram os especialistas.

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Entretanto, “a menor perspectiva de área colhida em 26/27 é mais do que compensada pelo aumento do rendimento agrícola”, disse o relatório, acrescentando que isso ajuda a limitar os preços do açúcar e etanol.

Queda no açúcar e recorde no etanol

A maior oferta de matéria-prima, no entanto, não deverá resultar em mais açúcar. A produção do adoçante foi projetada em 38,7 milhões de toneladas em 2026/27, queda de 4,2%, à medida que o setor tem direcionado mais cana para a produção de etanol.

O “mix” açucareiro das usinas foi estimado em 46,1%, ante 50,4% na temporada anterior.

“Essa forte queda (na produção de açúcar), além de responder aos números efetivos da safra até aqui, responde ao contexto internacional, de demanda na ponta física enfraquecida, ou pouco suficiente para estimular maior volume produtivo pelo CS”, disseram Bonifacio Filho e Letícia Corrêa.

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“Ou seja, a demanda internacional ‘não precisa’ que o CS produza as 40 milhões de t de açúcar, e a região de 39 MMt parece mais condizente com a figura de O&D global e com os preços.”

Em contrapartida, o “mix” alcooleiro foi estimado em 53,9% em 2026/27, contra 49,6% em 2025/26, impulsionando a produção total de etanol para um recorde de 38,8 bilhões de litros, alta de 15%, com impulso também da produção de biocombustível de milho.

Do total de etanol produzido, 28% deverão ser compostos pelo biocombustível de milho, com 10,8 bilhões de litros (ante 9,2 bilhões em 2025/26), com novas unidades produtivas previstas para a safra.

Ao final da temporada 2026/27, 47 unidades estarão operando no centro-sul e mais seis no Norte-Nordeste.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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