Suzano (SUZB3) divulga guidance até 2028 e mira alavancagem abaixo de 2,5x
A Suzano (SUZB3) divulgou um guidance que reforça duas mensagens importantes ao mercado: disciplina financeira após o ciclo pesado de investimentos e pressão de custos ainda relevante no curto prazo.
No lado financeiro, a companhia estabeleceu como metas atingir dívida líquida de US$ 11 bilhões e alavancagem abaixo de 2,5x entre 2027 e 2028. O indicador considera dívida líquida sobre EBITDA ajustado dos últimos 12 meses e está alinhado à política de endividamento da empresa.
Com isso, a Suzano sinaliza um processo gradual de desalavancagem depois do pico de investimentos recentes, especialmente ligado ao Projeto Cerrado.
Já na operação, a empresa indicou aumento do custo caixa de produção de celulose no 2T26 para uma faixa entre R$ 830 e R$ 840 por tonelada, desconsiderando paradas programadas. Isso representa alta de aproximadamente 3% a 5% frente ao 1T26.
A pressão vem principalmente das premissas de petróleo e câmbio, já que o guidance considera Brent a US$ 87 por barril e dólar médio de R$ 5,00 no trimestre.
Ainda assim, na visão anual, a Suzano manteve projeção de custo médio ao redor de R$ 800 por tonelada em 2026, sugerindo expectativa de normalização ao longo do ano.
A companhia utiliza premissas de dólar médio de R$ 5,17 em 2026, R$ 5,25 em 2027 e R$ 5,28 em 2028.
Mesmo com a pressão de curto prazo, o guidance reforça a visão de que o Projeto Cerrado deve continuar contribuindo para ganhos de eficiência operacional e diluição de custos nos próximos anos, elemento considerado central para a geração de caixa e para a redução da alavancagem.