Juros Futuros

Taxas dos DIs sobem sob influência do exterior após sete sessões de baixas

30 jan 2026, 18:33 - atualizado em 30 jan 2026, 18:33
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(Foto: iStock/peshkov)

Após recuarem por sete sessões consecutivas, as taxas dos DIs fecharam a sexta-feira (30) com leves altas ante os ajustes anteriores, em uma sessão marcada pela indicação do substituto de Jerome Powell no comando do Federal Reserve e pelas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.

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O leve avanço das taxas futuras no Brasil ocorreu em paralelo à alta firme do dólar e à queda do Ibovespa, em um dia no geral negativo para os ativos brasileiros.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,705%, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,685% da véspera. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,32%, com elevação de 2 pontos-base ante o ajuste de 13,304%.

Nos EUA, o presidente Donald Trump escolheu o ex-diretor do Federal Reserve Kevin Warsh para chefiar o banco central dos EUA quando o mandato de Powell terminar, em maio, dando a um crítico frequente do Fed a chance de colocar em prática sua ideia de “mudança de regime” na política monetária.

O anúncio se traduziu, pela manhã, na alta do dólar ante boa parte das demais divisas e na estabilidade dos rendimentos do Treasury de dois anos, enquanto as taxas dos títulos de 10 e 30 anos avançavam.

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No Brasil, a curva de DIs exibia altas leves, em especial na ponta longa, em meio ao avanço do dólar ante o real.

“Para o Brasil e emergentes, o impacto (da escolha de Warsh) pode ser de pressão via dólar forte e yields globais mais altos no curto prazo, com a projeção de juros caindo mais lentamente”, avaliou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, em comentário escrito.

“Mas o mais importante é que a escolha de Trump baixa o tail risk (risco de cauda) político e pode levar a um repricing (reprecificação) global de taxas mais saudável para o longo prazo.”

No início da tarde, Trump afirmou que uma grande armada dos Estados Unidos — maior que a enviada anteriormente à Venezuela — está a caminho do Irã, o que alarmou os mercados. O dólar acelerou os ganhos ante o real, o Ibovespa renovou mínimas e a curva de DIs voltou a ganhar força.

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Na reta final da sessão, as taxas futuras reduziram os ganhos, mas ainda assim encerraram com leves altas.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries cediam na ponta curta, mas subiam na longa. Às 16h35, o rendimento do Treasury de dois anos que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo tinha queda de 3 pontos-base, a 3,525%. O retorno do Treasury de dez anos referência global para decisões de investimento subia 1 ponto-base, a 4,239%.

Pela manhã, o Banco Central do Brasil informou que a dívida bruta um importante indicador de solvência do país fechou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB). O percentual está abaixo dos 79,0% vistos em novembro, mas acima dos 76,3% do fim de 2024. A expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters era de dívida bruta de 79,5% no fim de 2025.

Já o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,1% no quarto trimestre de 2025, o nível mais baixo da série histórica. O resultado foi em linha com a expectativa dos economistas.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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