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Taxas dos DIs zeram altas com esperanças de reabertura do Estreito de Ormuz

02 abr 2026, 12:52 - atualizado em 02 abr 2026, 12:52
dividendos - reais
(Imagem: Getty Images)

Após sustentarem altas mais cedo, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) se reaproximaram da estabilidade nesta quinta-feira e na sequência passaram a registrar leves perdas, em sintonia com a queda dos rendimentos dos Treasuries no exterior, na esteira de notícias sobre o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz.

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Com o petróleo reduzindo os ganhos e o dólar estável ante o real, às 12h22 a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,69%, com baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,723% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,860%, praticamente estável ante 13,858%.

A sessão de quarta-feira havia sido marcada pelo otimismo após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado durante o dia à Reuters que encerraria a guerra contra o Irã em breve.

À noite, porém, ele contrariou o tom do discurso de mais cedo e afirmou que os EUA realizarão ataques agressivos ao Irã nas próximas duas ou três semanas, trazendo o país “de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”.

Assim, o petróleo disparou em Londres e em Nova York e os rendimentos dos Treasuries subiram, com receios de que a guerra possa impulsionar a inflação e exigir juros em níveis mais altos nos EUA.

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No fim da manhã desta quinta-feira, porém, foram renovadas as esperanças dos investidores de uma reabertura do Estreito de Ormuz — por onde circulam 20% do petróleo e do gás negociados entre os países.

A agência de notícias oficial IRNA, do Irã, informou que o país está elaborando um protocolo com Omã para monitorar o tráfego no Estreito, citando o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kezem Gharibabadi.

Em reação, os preços do petróleo desaceleraram e os rendimentos dos Treasuries viraram para o negativo. No Brasil, as taxas dos DIs migraram para o território negativo em alguns vencimentos, em um movimento de recuperação dos ativos de risco.

Ainda assim, entre investidores e analistas, a volatilidade recente dos mercados mantém as dúvidas sobre a decisão de política monetária do Banco Central no fim deste mês.

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Na terça-feira — dado consolidado mais recente — as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 48,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em abril, 27,00% de chance de corte de 50 pontos-base e 15,00% de possibilidade de manutenção da taxa básica em 14,75% ao ano.

No início da sessão desta quinta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial no país avançou 0,9% em fevereiro ante janeiro e cedeu 0,7% contra fevereiro do ano passado. Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters, de ganho de 0,7% na comparação mensal e de queda de 1,0% na anual.

Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 12h22 desta quinta-feira:

MêsTaxa (% a.a.)Ajuste Anterior (% a.a.)Variação (p.p.)
JAN/2714,0214,034-0,014
JAN/2813,6913,723-0,033
JAN/2913,6413,674-0,034
JAN/3013,7113,739-0,029
JAN/3113,7713,798-0,028
JAN/3513,8613,8580,002

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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