Resumo: No primeiro dia de ‘tarifaço’ dos produtos brasileiros, o Ibovespa (IBOV) teve mais uma sessão de ganhos, apoiado pelos balanços corporativos e a perspectiva de que o Brasil não deve retaliar as taxas de importação impostas pelos Estados Unidos.
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Nesta quarta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 1,04%, aos 134.537,62 pontos.
No cenário doméstico, a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros entrou em vigor nesta quarta-feira (6) — com exceções para quase 700 produtos listados pela Casa Branca.
Na expectativa de negociações com os Estados Unidos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o plano de contingência para mitigar o impacto do ‘tarifaço’ incluirá crédito para empresas e aumento de compras governamentais. Ele deve se reunir com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, na próxima semana.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também disse que não pretende anunciar tarifas ‘recíprocas’ em retaliação ao ‘tarifaço’ e nem desistir das negociações comerciais, em entrevista à Reuters.
No exterior, o presidente Donald Trump anunciou uma taxa adicional de 25% sobre os produtos da Índia. Agora, o país asiático foi taxado em 50%.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (06) em tempo real:
Ao vivo
20h21
Brava (BRAV3) reverte prejuízo e registra lucro líquido de R$ 1,05 bi no 2T25
A petroleira Brava Energia (BRAV3) registrou lucro líquido de R$ 1,05 bilhão no segundo trimestre, com impulso de recordes de produção, receita e resultados operacionais, informou a empresa nesta quarta-feira.
O resultado reverteu um prejuízo líquido de R$582,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
JSL (JSLG3): Lucro despenca 80% no 2º tri; empresa vê possível impacto positivo em carnes após tarifas dos EUA
A JSL (JSLG3), especializada em logística, teve queda de 80% no lucro líquido do segundo trimestre frente à mesma etapa de 2024, quando a reversão de uma provisão favoreceu o resultado do período, impactando a base de comparação deste ano.
A empresa controlada do grupo Simpar apurou lucro líquido de R$ 21,4 milhões de abril a junho, segundo relatório de resultados divulgado nesta quarta-feira, também pressionado por despesas financeiras. Em base ajustada, o resultado foi positivo em R$ 36,3 milhões, crescimento de 9,9% na comparação anual.
Totvs (TOTS3) vê lucro disparar 51% no 2T25, para R$ 218,3 milhões
A Totvs (TOTS3), maior empresa brasileira de software, anunciou nesta quarta-feira (6) um crescimento de 50,9% no seu lucro líquido ajustado do segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado.
O número foi de R$218,3 milhões, ligeiramente acima dos R$209,5 milhões esperados, em média, pelo mercado, segundo dados da LSEG.
Trump diz que EUA cobrarão tarifa de cerca de 100% sobre importações de semicondutores
Os Estados Unidos imporão uma tarifa de cerca de 100% sobre os chips semicondutores importados pelo país, disse o presidente Donald Trump nesta quarta-feira.
Trump disse aos repórteres no Salão Oval que a nova taxa tarifária se aplicaria a “todos os chips e semicondutores que entram nos Estados Unidos”, mas não se aplicaria às empresas que se comprometeram a fabricar nos Estados Unidos.
Minerva (BEEF3): Lucro líquido salta no 2T25 para R$ 458 milhões
A Minerva Foods (BEEF3) registrou um lucro líquido de R$ 458,3 milhões no segundo trimestre de 2025, o que representa um salto de 380,2% frente ao mesmo período de 2024, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (6).
Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 175 milhões para a exportadora de carne bovina no período, segundo estimativas compiladas pela LSEG.
Localiza (RENT3) vê IPI Verde impactando preço da sua frota em até R$ 1 bilhão
A Localiza (RENT3) enxerga que o recente decreto do governo que implementa o chamado “IPI Verde” impactará o preço da sua frota, com um one-off — um impacto pontual — entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão até o final do segundo trimestre de 2025.
Saudita Salic diz ao Cade ser acionista passivo da Minerva e BRF
A Salic International Investment Company (SIIC), subsidiária integral da Saudi Agricultural and Livestock Investment Company, afirmou nesta quarta-feira ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que é acionista minoritária passiva das produtoras de alimentos BRF e Minerva.
O esclarecimento do investidor saudita ocorre após um pedido formal de informações feito pelo Cade relacionado à proposta de aquisição da BRF pela Marfrig, rival da Minerva no segmento de carne bovina.
Espaçolaser (ESPA3): Lucro líquido cresce 82,3% no 2T25; ‘Estamos em uma situação confortável com a alavancagem’, diz CFO
A Espaçolaser(ESPA3) viu seu lucro líquido ajustado crescer 82,3% em comparação anual, chegando a R$ 8,8 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), ante lucro de R$ 4,8 milhões no mesmo período do ano anterior, em mais um trimestre de avanço desde que iniciou um processo de reestruturação.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que evidencia o desempenho operacional, subiu 13,8% em comparação anual, atingindo R$ 64,6 milhões no trimestre. A margem Ebitda ajustada ficou em 24,2%, um avanço de 1,4 ponto percentual ano a ano.
Petrobras (PETR4): A expectativa dos analistas para o lucro e dividendos no 2T25
A Petrobras (PETR4) deve manter uma performance sólida com o balanço do segundo trimestre, ainda que pressionada por preços mais baixos do petróleo, segundo analistas. O resultado será divulgado nesta quinta-feira (7), após o fechamento do mercado.
De acordo com o consenso reunido pela Bloomberg, a estatal deve registrar receita líquida de R$ 114,6 bilhões, Ebitda de R$ 56,9 bilhões e lucro líquido de R$ 22,4 bilhões – no mesmo período do ano passado, a empresa teve prejuízo líquido de R$ 2,6 bilhões por conta de eventos não recorrentes.
Exportação de carne bovina do Brasil registra recorde em julho, aponta Secex
A exportação de carne bovina in natura do Brasil, maior exportador global, atingiu um recorde de 276,9 mil toneladas em julho, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta quarta-feira (6).
Os embarques superaram em 16,7% as exportações do mesmo mês do ano passado, superando o recorde anterior, verificado em outubro de 2024 (270,3 mil toneladas), segundo a Secex.
GPA (PCAR3) toma mais de 10%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (6)
GPA(PCAR3) liderou a ponta negativa do principal índice da bolsa brasileira após a companhia reduzir o prejuízo líquido consolidado para R$ 216 milhões entre abril e junho, ante perda de R$ 332 milhões no mesmo período do ano passado.
O prejuízo, no entanto, foi pior do que o esperado pelo consenso do mercado. As estimativas reunidas pelo BTG Pactual apontavam para um número negativo em R$ 145 milhões.
Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (6):
> GPA (PCAR3): -10,36%, a R$ 3,03
> Raízen (RAIZ4): -2,90%, a R$ 1,34
> SLC Agrícola (SLCE3): -2,43%, a R$ 17,65
> Cosan (CSAN3): -2,19%, a R$ 5,81
> Prio (PRIO3): -2,04%, a R$ 39,79
17h27
RD Saúde (RADL3) salta quase 20% com reação ao balanço do 2T25; confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (6)
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por RD Saúde (RADL3). As ações da companhia chegaram a saltar 20% durante a sessão em reação aos resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25) e figuraram como os papéis mais negociados da B3.
Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (6):
> RD Saúde (RADL3): +18,67%, a R$ 17,80
> MRV (MRVE3): +7,24%, a R$ 6,37
> Minerva (BEEF3): +6,28%, a R$ 5,25
> Assaí (ASAU3): +5,62%, a R$ 10,15
> Lojas Renner (LREN3): +5,21%, a R$ 17,77
17h10
Fechamento do Ibovespa (preliminar)
O Ibovespa fechou a quarta-feira (06) em alta de 1,10%, aos 134.637,97 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h09
Ibovespa sobe mais de 1% com disparada de RD Saúde (RADL3); dólar cai a R$ 5,46
No primeiro dia de ‘tarifaço’ dos produtos brasileiros, o Ibovespa (IBOV) teve mais uma sessão de ganhos, apoiado pelos balanços corporativos e a perspectiva de que o Brasil não deve retaliar as taxas de importação impostas pelos Estados Unidos.
Nesta quarta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou o pregão com alta de 1,04%,aos 134.537,62 pontos.
Exportação de minério de ferro do Brasil tem recorde mensal em julho, diz Secex
A exportação de minério de ferro do Brasil, segundo maior exportador global da commodity atrás da Austrália, atingiu um recorde mensal em julho, somando 41,1 milhões de toneladas, de acordo com dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quarta-feira (6).
Os embarques de minério de ferro do país, que são liderados pela mineradora Vale (VALE3), aumentaram 4,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados da secretaria do governo brasileiro.
O caso remonta há mais de 10 anos, quando a CSN começou a montar uma participação na rival. No entanto, decisões posteriores, incluindo uma do final de junho deste ano, determinaram que o grupo de Benjamin Steinbruch reduzisse sua participação na rival controlada por Ternium e Nippon Steel para menos de 5% do capital social total.
Dólar cai a R$ 5,46 após Lula descartar retaliação de tarifas de Trump e com expectativa de corte nos juros dos EUA
Odólar manteve o ritmo de enfraquecimento pelo quarto dia consecutivo com a consolidação das apostas de corte nos juros nos Estados Unidos e a perspectiva de que o Brasil não vai retaliar as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
Nesta quarta-feira (6), o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,4632, com queda de 0,78%.
>> Dólar à vista fecha a R$ 5,4632, com queda de 0,78%
17h00
Inter (INBR32): Um lucro, R$ 4 na bolsa; ação dispara até 12% após números do 2T25
A BDR do Inter (INBR32) dispara mais de 10% após resultados no segundo trimestre que mostraram que o banco está no caminho certo para bater suas metas ousadas.
Por volta das 16h40, a BDR do banco disparava 12%, a R$ 40,55 — ou seja, R$ 4 de alta.
Iguatemi (IGTI11) reforça guidance após resultado forte no 2T25; ações sobem 2%
A Iguatemi(IGTI11) registrou um segundo trimestre de 2025 (2T25) marcado por forte crescimento de vendas e indicadores operacionais sólidos, sustentados por aquisições estratégicas e pela gestão ativa do portfólio.
As ações sobem após a divulgação do balanço. IGTI11 avança 2,18%, a R$ 21,52.
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