Resumo: O Ibovespa (IBOV) encerrou a sessão em leve queda em meio a reação a resultados corporativos e decisões de política monetária.
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Nesta quarta-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira fechou aos 133.397,52 pontos, com leve baixa de 0,09%.
Já o dólar à vista (USBRL) encerrou as negociações a R$ 5,7454, com alta de 0,61% sobre o real.
No cenário doméstico, RD Saúde (RADL3) concentrou os holofotes com reação negativa ao balanço do primeiro trimestre de 2025 (1T25). As ações encerraram a sessão com tombo de quase 15%.
Por aqui, a decisão sobre juros será divulgada após o fechamento do mercado. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a Selic em 0,50 ponto percentual, a 14,75%.
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Nos Estados Unidos, Federal Reserve manteve os juros inalterados no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano, como o esperado. Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Jerome Powell, reafirmou que a economia norte-americana segue robusta e que “não há pressa” para mudanças na política monetária.
Powell também disse que o impacto do plano tarifário do presidente Donald Trump ainda é incerto e que o ‘choque’ esperado na inflação, até agora, não aconteceu.
Selic a 14,75%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom
OComitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.) na reunião desta quarta-feira (7), em decisão unânime. Com o novo ajuste, a taxa básica de juros subiu de 14,25% para 14,75% ao ano.
Azzas 2154 (AZZA3) tem alta de quase 16% no lucro do 1T25
A Azzas 2154 (AZZA3) teve lucro líquido recorrente de R$117,7 milhões no primeiro trimestre, alta de 15,6% em comparação com os primeiros três meses de 2024, informou a companhia nesta quarta-feira, em desempenho acima do esperado pelo mercado.
Analistas esperavam um lucro líquido de R$79 milhões para a varejista de moda no primeiro trimestre, de acordo com média das estimativas compiladas pela Lseg.
RB Investimentos: Copom adotou tom semelhante ao Fed
Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, o comunicado do Copom teve um tom parecido com o da decisão sobre os juros nos Estados Unidos, que também foi divulgada hoje.
“O comunicado, curiosamente, repete um tom semelhante ao do Banco Central dos EUA, com uma frase parecida, ao afirmar que os riscos para a inflação, tanto para alta quanto para baixa, estão mais elevados do que o habitual, refletindo o cenário de maior instabilidade que estamos vivenciando em 2025”, disse Cruz.
“Por outro lado, o comunicado é mais ‘hawkish’ do que o do Fed, ou seja, demonstra mais preocupação com a inflação do que com a atividade econômica, especialmente ao afirmar que se manterá vigilante e que a calibragem do aperto monetário seguirá sendo guiada pelo objetivo de cumprir a meta”, acrescentou.
19h53
XP: Como o esperado, o Copom não sinalizou novos passos
Alexandre Maluf, economista da XP, destacou a mudança no balanço de riscos para a inflação no comunicado do Copom,
“Em março, o comitê indicava uma assimetria altista; agora, reconhece a existência de elementos tanto de baixa quanto de alta, e de maior intensidade. O comunicado destaca três pontos de risco de alta e três de baixa, incluindo como novo fator desinflacionário a redução nos preços das commodities – uma leitura que o mercado tende a interpretar como mais dovish”, afirmou.
Como o esperado pela XP, o Copom não não sinalizou novos passos, mantendo uma postura flexível. ” O Comitê reconhece que estamos em ‘estágio avançado do ciclo de aperto monetário’, que ainda há impactos acumulados a serem observados, e que o ambiente exige ‘cautela adicional’. Esta linguagem sugere que na próxima reunião poderemos ver ou uma alta final de 0,25% ou mesmo o encerramento do ciclo no atual patamar de 14,75%.”
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19h47
SulAmérica Investimentos: Comunicado sinaliza que o ciclo de alta nos juros pode ter chegado ao fim
Na avaliação de Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o comunicado foi levemente “dovish” com a sinalização de que o ciclo de alta nos juros pode ter chegado ao fim.
“O comunicado dá a entender que [o ciclo de altas na Selic] parou (não explícita, mas implicitamente).”
“Há a opcionalidade de alta de 25 pontos-base, mas me parece que o plano de voo é parar. Para dar uma alta dessa magnitude, o cenário precisa piorar. O mercado deveria ir para a probabilidade majoritária de manutenção dos juros em junho, e o debate passa a ser quando o BC deve começar a cortar os juros”, afirmou Victal.
“Tem o tom de vigilância, provavelmente para reforçar a estratégia de juros elevados por período prolongado. Quanto a sinalização, deixa em aberto”, avaliou.
A casa mantém a projeção de Selic a 14,75% em 2025.
19h42
Kinea: Copom deixou a porta aberta para alta de 25 pontos-base na próxima reunião, mas o cenário mais favorável é de uma manutenção na Selic
Para Daniela Lima, economista para Brasil da Kinea, o comunicado do Copom deixou a “porta aberta” para uma alta de 25 pontos-base da Selic na próxima reunião, em junho, elevando a taxa para 15% ao ano.
“Mas, aos olhos de hoje, nos parece ligeiramente mais provável para o BC dar zero na próxima decisão”, disse Lima. “A frase ‘cenário prescreve política monetária em patamar contracionista (e não “mais contracionista” como tinha colocado na última) por período de tempo prolongado, e a parte do comunicado em que fala que está em estágio avençado do ciclo e que seus impactos ainda serão observados sinaliza uma pré-disposição maior a encerrar o ciclo”, acrescentou a economista.
19h38
The Hill Capital: Ao deixar em aberto os próximos movimentos, tivemos um comunicado com tom mais ‘dovish’
Para Marcelo Bolzan, sócio da The Hill Capital, o destaque do comunicado do Copom foi a ênfase na política comercial dos Estados Unidos e os seus possíveis efeitos.
“A novidade foi o comunicado enfatizando a política comercial nos Estados Unidos, que gera uma incerteza maior, e a menção que o preço de commodities mais baixo no balanço de riscos do Banco Central”, afirmou.
“Ao deixar em aberto os próximos movimentos, tivemos um comunicado com tom mais dovish. Então o comitê vai deixar em aberto a possibilidade, inclusive, de parar de subir juros na próxima reunião, conforme aqui os dados futuros vierem”, acrescentou Bolzan.
19h34
Nova Futura: Copom prefere observar a transmissão da política monetária à frente, optando pela estratégia de ‘high for longer’
Para Nicolas Borsoi, economista-chefe da Nova Futura Investimentos, o comunicado mostrou que o Copom prefere observar a transmissão da política monetária à frente, optando pela estratégia de ‘high for longer’, isto é, mantendo os juros em patamar contracionista por um longo período.
Na avaliação do economista, a afirmação de que cenário ‘prescreve uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado’, já seria consistente com o fim do ciclo. Mas o BC ainda considerou que a elevada incerteza, aliado ao estágio avanço do ciclo e seus impactos acumulados a serem observados (as famosas defasagens da política monetária) reforça a visão de término da alta de juros.
“Acreditamos que essa estratégia também busca reduzir a percepção dos agentes de que o Copom viraria 2025 cortando os juros. Por ora, iremos manter o cenário, esperando fim do ciclo hoje e um corte de 0,25% em dezembro, com a Selic fechando 2025 em 14,5%. Para 2026, esperamos que a Selic termine em 12,5%”, disse Borsoi.
19h26
MAG Investimentos: Comunicado da decisão foi ‘neutro’
Para Claudio Pires, sócio-diretor da MAG Investimentos, o comunicado da decisão do Copom foi neutro.
“Apesar da retirada da assimetria altista no balanço de riscos para a inflação, a autoridade monetária fez menção à manutenção de uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta”, disse Pires.
O sócio-diretor espera que a parte curta da curva reaja com abertura dos vértices com o adiamento do cenário de início do ciclo de queda da Selic.
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19h20
Selic a 14,75%: 4 pontos para entender por que o Copom elevou os juros pela 6ª vez consecutiva
OComitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.), para 14,75% ao ano, no maior nível em quase duas décadas. A decisão já era esperada pelo mercado.
Desta vez, os diretores do Copom afirmaram que o novo ajuste, já “contratado” na decisão anterior, é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
Ultra (UGPA3) tem queda de 20% no lucro do 1T25, a R$ 363 milhões
O conglomerado industrial Ultra (UGPA3) teve lucro líquido de R$363 milhões de janeiro ao final de março, uma queda de 20% sobre o desempenho de um ano antes e abaixo da expectativa média do mercado.
Quais são as top “Money Picks” para este mês? O Money Times ouviu analistas de toda a Faria Lima para descobrir; veja aqui o resultado
A companhia, dona da rede de postos Ipiranga, apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$1,19 bilhão no período, queda de 12% sobre o desempenho de um ano antes.
O que mudou no comunicado do Copom que elevou a Selic a 14,75%? Veja a comparação
O Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou a expectativa do mercado e elevou a Selicem 0,50 ponto percentual (p.p.), de 14,25% para 14,75% ao ano. Esse é o maior nível da taxa básica de juros desde meados de 2006.
Com a decisão dentro do esperado, o mercado agora se debruça sobre o comunicado dos diretores.
‘Bolsa do Brasil é eternamente barata’: Ciclos extremos e imprevisibilidade impactam mercado, dizem gestores
A Bolsa brasileira está barata e sofre com os aspectos que o mercado vem apontando nos últimos meses: desconfianças relacionadas ao fiscal, ausência de previsibilidades, ciclo de alta de juros e, somado a isso, a ampliação do ambiente de certezas causado guerra comercial, na avaliação de gestores.
Durante o TAG Summit 2025, André Gordon, gestor da GTI Administração de Recursos, Hegler Horta, sócio da Kapitalo Investimentos, e Marcio Luis Pereira, co-gestor de renda variável e head de research da Icatu Vanguarda, falaram sobre o atual momento do mercado, que sofre com a ciclicidade que impacta o Brasil.
Selic a 14,75%: Quanto rendem R$ 10 mil por um ano na poupança, Tesouro Direto e CDB
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (7) a terceira decisão do ano sobre a taxa Selic. O colegiado do Banco Central optou por um aumento de 0,50 ponto percentual.
Diante desse cenário, Laís Costa, analista da Empiricus Research, diz que os títulos pós-fixados seguem como a melhor alternativa dentro da renda fixa, especialmente para investidores conservadores.
Bradesco (BBDC4): Lucro salta 39% no 1T25, chega a R$ 5,9 bilhões e bate expectativas
O Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 5,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano passado, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta (7).
O número ficou acima do esperado pelo consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 5,3 bilhões no período e animou os investidores. As ADRs disparavam 5,2% no after-market de Nova York.
Dividendos de até 76%: As ações que rendem mais que a Selic a 14,75%
O Banco Central bateu o martelo e aumentou a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 14,75%.
Com isso, teoricamente, ativos de renda fixa ganham mais atratividade, enquanto ações perdem brilho. Porém, algumas companhias ainda conseguem entregar bons retornos aos seus acionistas que, inclusive, superam a Selic.
>> BC: Comitê se manterá vigilante e a calibragem do aperto monetário apropriado seguirá guiada pelo objetivo de trazer a inflação à meta
18h38
Copom eleva Selic em 0,50 ponto percentual, a 14,75%, no maior nível em quase duas décadas
OComitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,50 ponto percentual (p.p.) na reunião desta quarta-feira (7), em decisão unânime. Com o novo ajuste, a taxa básica de juros subiu de 14,25% para 14,75% ao ano.
Essa foi a sexta alta consecutiva e a decisão já estava precificada pelo mercado após a sinalização do colegiado do Banco Central (BC) na reunião de março. Na época, o Comitê elevou o juro em 1 ponto percentual, de 13,25% para 14,75%, deixou “contratado” um novo ajuste de menor magnitude para a reunião de hoje.
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