As ações da Gol (GOLL54) reagem negativamente ao balanço referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25) divulgado nesta sexta-feira (15).
A companhia aérea registrou um prejuízo líquido de R$ 1,532 bilhão no período. Apesar da queda, o resultado é 60,8% melhor que o verificado no mesmo período de 2024, quando teve um prejuízo de 3,9 bilhões. Nos três primeiros meses de 2025, a Gol havia reportado lucro de R$ 1,37 bilhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 382 milhões, queda de 6,7% em relação ao 2T24. Já a margem Ebitda foi de 7,9% no 2T25, uma perda de 2,5 pontos percentuais em comparação anual.
A receita líquida da aérea somou R$ 4,84 bilhões, um avanço de 22,9% na comparação anual. Em transporte de passageiros, foram R$ 4,32 bilhões, enquanto os outros R$ 59 milhões vieram de transporte de cargas e outros.
Negociadas fora do Ibovespa (IBOV), as ações GOLL54 caíam 5,38%, a R$ 4,92, por volta de 15h55.
Logo após a saída do Chapter 11, a aérea entrou em um momento de forte volatilidade causada pela diluição expressiva no âmbito do seu plano de capitalização de R$ 12 bilhões, que envolveu a emissão de 8,1 trilhões de ações ordinárias (a R$ 0,00029 por ação) e 968 bilhões de ações preferenciais (a R$ 0,01 por ação).
O plano concedeu direito de preferência na subscrição aos acionistas da companhia. Com isso, no dia 12 de junho as ações começaram a ser negociadas na B3 sob nova cotação (valor em reais por 1.000 ações), novo lote padrão de negociação (1.000 ações) e novos códigos de negociação (GOLL53 para ações ordinárias e GOLL54 para ações preferenciais).
Atualmente o valor de tela da companhia, que gira em torno dos R$ 5, na verdade, mostra a ação valendo menos do que um centavo, uma vez que o preço unitário mostrado em tela deve ser dividido por 1.000.