Eleições 2026

Teve tiro disparado?, indaga Zema ao defender anistia para condenados pelo atos de 2023

24 ago 2026, 22:23
O candidato Romeu Zema defende anistia para condenados pelo 8 de janeiro (Divulgação/G4/O Antagonista)

O candidato a presidente pelo Partido Novo, Romeu Zema, defendeu a anistia para os mais de mil condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e para outros crimes que configuraram, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a tentativa de golpe de estado no Brasil. Entre eles está o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de quem Zema sempre foi aliado, e que e está em prisão domiciliar.

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“Teve tiro disparado?”, justificou Zema, na entrevista à Rede Globo que abriu, na noite desta segunda-feira (24), a série de sabatinas com os principais candidatos a presidente da República nas eleições de 2026. Segundo, ele, os atos foram vandalismo e a ação do STF foi a de “tribunais que mais fazem política” do que justiça.

Zema se tornou um defensor de processos de impeachment contra ministros do Supremo, principalmente de Alexandre de Moraes, relator dos processos relativos ao 8 de janeiro e da tentaiva de golpe no País. Ele próprio, ainda como governador, protocolou no Congresso processos pelo impedimento.

Dívida Pública x 300% de reajuste

Zema foi indagado sobre como iria lidar com a dívida pública de R$ 10 trilhões do Brasil caso fosse eleito e com um passado como governador de Minas Gerais no qual, em oito anos de mandato, a dívida cresceu quase 100%. E justificou: “Foi uma dívida herdada nos anos 1990 e que cresceu com a agiotagem do governo federal”, afirmou, se referindo à taxa básica de juros, que é definida pelo Banco Central (BC), órgão independente do governo.

Segundo ele, a dívida do governo de Minas representava 192% da receita corrente quando assumiu, em 2019, e caiu para 160% quando deixou o cargo para se candidatar a presidente, em abril deste ano.

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O ex-governador foi indagado também sobre como poderia pregar austeridade e cortes no salários do funcionalismo se reajustou em 300% os salários para ele próprio, para o vice-governador e secretários, e não para outros servidores, quando governou Minas Gerais.

“Fui um governador voluntário, e repassei meus salários para APAEs. Um secretário de Educação do Estado recebia menos que secretário da educação de cidades”, justificou. Ainda segundo ele, os salários para os cargos do Executivo de Minas Gerais não tinham penduricalhos que turbinavam indiretamente os vencimentos desses servidores.

Vacinação não obrigatória

Zema defendeu ainda o direito de uma pessoa não se vacinar, ao comentar os surtos de sarampo no Brasil em meio a uma nova onda de desinformação nas redes socias contra a imunização.

Seugundo o candidato “é um direito do cidadão falar eu não concordo com a vacina” e o governo não deve obrigá-lo. A justificativa de Zema é que o mesmo governo não vai atrás de bandidos que matam mais do que doenças.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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