Resumo: OIbovespa (IBOV) estendeu as perdas da véspera e completou o segundo dia de perdas na expectativa pela primeira decisão de política monetária do Banco Central do ano — e sob o comando de Gabriel Galípolo. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros inalterados.
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Nesta quarta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira fechou com queda de 0,50%, aos 123.432,12 pontos.
O primeiro a divulgar a decisão de política monetária foi o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve. O BC norte-americano manteve os juros inalterados na faixa de 4,25% a 4,50% ao ano, como o esperado. Os investidores agora acompanham a entrevista coletiva com o presidente do Fed, Jerome Powell.
Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a Selic em 1 ponto percentual, levando os juros para 13,25% ao ano. Mas a decisão só sai depois do fechamento dos mercados.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados nesta quarta-feira (29) em tempo real
Ao vivo
21h24
Selic a 13,25%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom
Na primeira reunião de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central, o Comitê de Política Monetária (Copom) não trouxe surpresas e elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 1 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime.
IBM (IBMB34) supera estimativas de lucro apoiada em unidade de software
A IBM (IBMB34) superou as estimativas dos analistas para o lucro do quarto trimestre de 2024 (4T24), divulgado nesta quarta-feira (29). O resultado foi impulsionado pela demanda em sua unidade de software, que possui alta margem, à medida que as empresas aumentaram os gastos com tecnologia.
As ações da IBM chegaram a registrar alta de 10% no after market em Nova York, após a divulgação dos números.
Ações da Microsoft (MSFT34) caem com maiores gastos e crescimento abaixo do esperado do Azure
A Microsoft (MSFT34) reportou nesta quarta-feira (29) um crescimento mais lento do que o esperado para a sua unidade de computação em nuvem Azure, embora tenha superado as estimativas para a receita no trimestre encerrado em dezembro de 2024 como um todo e ampliado o uso de seus serviços de nuvem para inteligência artificial.
A receita da unidade Azure registrou um crescimento de 31% no trimestre, abaixo das estimativas da Visible Alpha de 31,8%.
Meta (M1TA34) prevê receita abaixo das estimativas no primeiro trimestre de 2025 (1T25)
A Meta (M1TA34) projetou nesta quarta-feira (29) que sua receita do primeiro trimestre de 2025 (1T25) ficará abaixo das estimativas dos analistas de Wall Street. Este seria um sinal de que as apostas em ferramentas caras baseadas em inteligência artificial estão com dificuldades para atrair mais dólares em publicidade digital às suas plataformas.
A empresa espera uma receita trimestral entre US$ 39,5 bilhões e US$ 41,8 bilhões, contra estimativa média dos analistas de US$ 41,72 bilhões, de acordo com dados compilados pela LSEG.
Analistas projetam ajustes no trecho curto da curva de juros na quinta-feira pós-Copom
O comunicado e a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Centralvieram de modo geral dentro do previsto, segundo profissionais ouvidos pela Reuters, mas é de se esperar ajustes de taxas na curva de juros brasileira na quinta-feira, em especial nos vértices com prazos mais curtos.
Para alguns analistas as taxas curtas tendem a cair no dia seguinte ao Copom, mas outros veem motivos para altas.
‘Ainda há trabalho a ser feito, mas não faz sentido o BC já se comprometer com novas altas’, diz economista do BV
O Banco Central (BC) ainda tem muito trabalho a ser feito para controlar a inflação, mas não faz sentido ele se comprometer com novas altas na taxa de juros neste momento, disse o economista Carlos Lopes, do Banco BV, no programa do Money Times, Giro do Mercado.
OComitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1 ponto percentual (p.p.) na reunião desta quarta-feira (29), em decisão unânime. Com isso, a taxa básica de juros saiu de 12,25% para 13,25% ao ano — o maior patamar desde setembro de 2023.
Melnick (MELK3) fecha aquisição de 25% de empreendimento da Even (EVEN3) de R$ 700 milhões em VGV
A construtora Melnick (MELK3) anunciou a aquisição de 25% de um empreendimento imobiliário da Even (EVEN3) em São Paulo, com um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 700 milhões. Não foram fornecidos mais detalhes pelas duas companhias. Leandro Melnick, diretor presidente da Melnick, é também conselheiro da Even.
20h07
XP: Comunicado continuou cauteloso, mas dentro do esperado
Para os economistas da XP, Caio Megale, Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, o comunicado do Copom veio dentro do esperado, mas ainda cauteloso.
Para eles, a decisão de hoje, assim como os indicadores econômicos recentes, são compatíveis com o cenário da XP, de que a taxa Selic terminal atingirá 15,50% em junho, após aumentos de 1,00 – 0,75 – 0,50 p.p. nas próximas três reuniões do Copom.
“Caso a desaceleração econômica se intensifique, o Comitê poderá optar por interromper o ciclo de aperto monetário um pouco antes do nosso cenário”, escreveram os economistas em nota.
20h05
Telefônica Brasil (VIVT3) convoca assembleia para votar grupamento e posterior desdobramento de suas ações
A Telefônica Brasil (VIVT3) propôs o agrupamento de 40 ações para uma, seguido de um desdobramento de uma para 80 ações, sem alteração no valor do capital social da companhia, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quarta-feira (29).
Segundo a companhia, a proposta busca aumentar a liquidez das ações e otimizar a formação de seu preço, ampliando o volume de papéis negociados e ajustando sua cotação. A operação será submetida a uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para o dia 13 de março.
Entrepay: Alta da Selic impõe desafios significativos ao setor produtivo e ao consumo interno
Márcio Saito, CFO da Entrepay, avalia que a alta da Selic já era esperada. “Esse movimento faz parte de esforços para combater a inflação persistente, mas acaba por impor desafios significativos ao setor produtivo e ao consumo interno”, disse.
Segundo ele, o impacto dos juros é relevante para os meios de pagamento. “Com o crédito mais caro, soluções que priorizam eficiência e custo reduzido ganham destaque. O PIX, consolidado como uma ferramenta estratégica, deve continuar sua expansão, especialmente por facilitar transações de forma prática e sem custos significativos.”
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20h00
SulAmérica Investimentos: Comunicado do Copom foi dovish a mercado e não deve ajudar a conter a desancoragem das expectativas
Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o comunicado da decisão do Copom foi “dovish”. “O comunicado de hoje não deve ajudar a conter a desancoragem das expectativas em curso”, disse.
“O BC já incluiu atividade como risco baixista, colocou tarifas como risco baixista, veio com uma projeção de inflação na parte mais baixa das expectativas de mercado, retirou o plural da sinalização sem dar a entender que alta é o movimento mais provável em maio. A sensação que fica é que a autoridade monetária já está pensando nas defasagens de política monetária”, afirma Victal.
A SulAmérica mantém a projeção de Selic a 15%, no pico desse ciclo.
19h56
RB Investimentos: A estratégia adotada pelo Banco Central, de manter a comunicação aberta, parece acertada
Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, a decisão do Banco Central de não dar um guidance “parece acertada para adotar um tom mais hawkish sem precisar cravar os próximos passos”.
“A principal incerteza estava no que o Banco Central indicaria para os meses seguintes, e a decisão foi manter o discurso mais aberto, destacando que o tamanho total do ciclo ainda não está definido e será guiado pelo compromisso de convergência da inflação à meta”, diz Cruz.
Na visão dele, o que a equipe econômica fará daqui para frente “será crucial”. “Caso apresentem medidas concretas, isso pode aliviar a necessidade de o Copom subir os juros a níveis ainda mais altos.”
19h49
Gleisi Hoffmann: Novo aumento da Selic é péssimo para o país e que “não restou muita alternativa” para Galípolo
A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou que a alta da Selic, para 13,25% ao ano, “é péssimo para o país e não encontra qualquer explicação nos fundamentos da economia real”.
“Vai tornar mais cara a conta da dívida pública, sufocar as famílias endividadas, restringir o acesso ao crédito e o crescimento da atividade econômica. Nem mesmo os agentes do mercado acreditam na apregoada eficácia antiinflacionária da política contracionista que foi imposta ao país”, escreveu Hoffmann na rede social X, antigo Twitter.
“Neste momento sabemos que não resta muita alternativa ao novo presidente do BC, Gabriel Galípolo. Restam desafios para reposicionar as expectativas do mercado e a orientação da instituição que dirige”, acrescentou.
19h43
Abrainc: Aumento da Selic agrava custos e inibe investimentos
Para a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), a decisão do Copom de levar a Selic para 13,25% ao ano “agrava os desafios econômicos, encarece o crédito, desestimula investimentos e pressiona o orçamento de empresas e famílias”.
“Além de restringir o crescimento do país, os juros elevados tornam a dívida pública ainda mais onerosa – cada ponto percentual de alta na Selic adiciona cerca de R$ 48 bilhões ao seu custo anual”, diz em nota.
A Abrainc ainda acrescentou que o impacto sobre as empresas também é enorme, o que pode resultar em demissões e aumento do desemprego.
19h40
GCB Investimentos: O tom mais “duro” adotado é necessário neste momento com m que a política fiscal mais “frouxa” tem limitado a eficácia da política monetária
Para o estrategista-chefe da GCB Investimentos, Lucas Constantino, o tom mais ‘duro’ adotado no comunicado da decisão do Copom é “necessário” neste momento em que a política fiscal “mais frouxa” tem limitado a eficácia da política monetária.
“O aumento das incertezas domésticas nos últimos meses, refletido na recente piora do balanço de riscos e preocupações com a inflação brasileira, levou o Banco Central a seguir o que havia sinalizado na reunião anterior do Copom”, disse o estrategista-chefe.
Ele ainda afirma que espera uma postura cautelosa do Banco Central, com as próximas decisões conforme a evolução do panorama, dos indicadores e das expectativas do mercado. “Caso o cenário adverso persista, podemos ver a taxa Selic acima de 15,0% a.a. ainda neste primeiro semestre.
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19h30
WMS Capital: Roberto Campos Neto fez ‘bem’ o dever de casa
Para Marcos Moreira, sócio da WMS Capital, a decisão do Copom veio em linha com esperado, visto que a alta de 1 ponto percentual já estava contratada.
“Na verdade podemos considerar que a alta de juros em dezembro foi de 3%, parcelada em três vezes: dezembro, janeiro e março, ou seja, Roberto Campos Neto fez bem o dever de casa, visto que o cenário se deteriorou muito no último trimestre”, diz Moreira.
Na avaliação dele, a Selic deve atingir 15,50% ainda nesta ano, com a permanência das expectativas de inflação ainda desancorada, para “efetivamente começar a ter impacto na atividade econômica, no mercado de trabalho e, consequentemente, na inflação”.
“O único fator capaz de mudar esse cenário seria realizar ajustes estruturais que possibilitassem o reequilíbrio das contas públicas para frear o crescimento do déficit”, acrescenta.
19h22
Corano Capital: Galípolo fez o que era esperado e o necessário
Na avaliação do economista da Corano Capital, Bruno Corano, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, “fez o que era esperado”. O Copom elevou a Selic para 13,25% e indicou uma nova alta de ponto percentual próxima reunião — seguindo o guidance dado em dezembro.
“A questão agora é se perguntar até onde o aumento de juros vai ser capaz de conter os ânimos e resolver algo que inevitavelmente cabe ao fiscal”, diz Corano.
19h12
Ativa Investimentos: o BC tenta se desamarrar de novas altas robustas, mas reitera o firme compromisso com meta de inflação
Para o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, a decisão do Copom em elevar os juros em 1 ponto percentual, para 13,25%, foi um “não-evento”, já que o guidance foi mantido.
Segundo ele, o BC não sustentou, no comunicado, mais duas rodadas de alta na Selic, “diferentemente do que alguns agentes esperavam”.
“Assim, em tese, o BC tenta se desamarrar de novas altas robustas, mas ainda reitera o firme compromisso com o regime de metas de inflação. O que acabou ficando desalinhado com a ação dovish e o discurso hawkish foram as expectativas condicionais da autoridade”, diz Sanchez.
A Ativa reiterou a projeção de que a Selic deve atingir 15% neste ano, com alta de 1 p.p. na reunião de março, seguidas de uma elevação de 0,50 p.p e uma residual de 0,25 p.p.
19h00
Selic a 13,25%: Quanto rendem R$ 5 mil por um ano na poupança, Tesouro Direto, LCI e CDB
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (29) a primeira decisão do ano sobre a taxa Selic. O colegiado do Banco Central optou pelo aumento de 1 ponto percentual. Desta forma, o BC segue o guidance projetado no final do ano, sinalizando ainda um maior aperto monetário.
A alta vem diante das expectativas de uma inflação desancorada, com a desvalorização do real frente ao dólar e um aperto do mercado perante ao governo com relação à política fiscal.
Petrobras (PETR4) diz que reservas provadas atingiram 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente ao final de 2024
A Petrobras (PETR4) informou nesta quarta-feira que suas estimativas de reservas provadas de óleo, condensado e gás natural resultaram em 11,4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 31 de dezembro de 2024, segundo critérios da SEC.
A estatal acrescentou em fato relevante que, deste total, 85% são de óleo e condensado e 15% de gás natural.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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