Mercados

‘Termômetro do medo’ da B3 renova máxima histórica no último pregão antes do 1º turno das eleições

02 out 2026, 16:02 - atualizado em 02 out 2026, 16:03
(Imagem: Getty Images Signature/Canva)

A dois dias do primeiro turno das eleições, o mercado elevou o risco no mercado brasileiro diante da disputa presidencial mais acirrada da história. O VIX Brasil (S&P/B3 Ibovespa VIX) superou 33 pontos pela primeira vez, no nível mais alto desde a sua criação, em março de 2024.

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Nesta sexta-feira (2), o VIX fechou atingiu 33,68, renovando o recorde nominal pelo quinto dia consecutivo.

Historicamente, os dias que antecedem as eleições no Brasil são caracterizados por um aumento sensível na percepção de risco e de incerteza quanto ao futuro das políticas econômicas, monetárias e fiscais do país.

“Essa contínua reprecificação de expectativas impacta o apetite ao risco e a dinâmica de alocação de capital, provocando oscilações significativamente mais bruscas nos principais indicadores financeiros do país, com destaque direto para a volatilidade do índice Ibovespa e da cotação do dólar frente ao real”, afirmam as estrategistas Paula Zogbi e Rebecca Nossig, da Nomad.

O Ibovespa, por exemplo, chegou a oscilar nas primeiras horas do pregão, mas firmou alta na reta final da sessão aos 190 mil pontos, no maior nível desde abril.

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Confira os maiores níveis registrados pelo VIX na série histórica:

PosiçãoDataPontuação do S&P/B3 Ibovespa VIX
1º01/10/202632,39
2º29/09/202632,06
3º28/09/202631,84
4º30/09/202631,67
5º21/09/202630,98
Fonte: B3

O que é o VIX brasileiro?

O índice tem uma dinâmica semelhante ao o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500.

Com o ticker VXBR, o índice é calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3 e mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.

Na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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