Tether (USDT) ajudou a congelar US$ 550 milhões em ativos digitais ligados ao Irã em 2026
A Tether, emissora da stablecoin USDT, afirmou nesta segunda-feira (28) que colaborou com autoridades dos Estados Unidos e de outros países para congelar aproximadamente US$ 550 milhões em ativos digitais ligados ao Irã ao longo de 2026.
A declaração, feita por meio de um comunicado no blog da empresa, ocorre em meio ao endurecimento das sanções americanas contra as estruturas financeiras que estariam supostamente ajudando o Irã a contornar restrições econômicas.
Segundo a companhia, as medidas foram tomadas após solicitações e investigações conduzidas por órgãos como o Departamento do Tesouro dos EUA, o Office of Foreign Assets Control (OFAC), o Departamento de Justiça (DoJ) e outras agências federais.
Congelamentos da Tether (USDT)
Os congelamentos mais significativos ocorreram em dois episódios distintos.
Em abril deste ano, a Tether auxiliou o governo americano a bloquear mais de US$ 344 milhões em USDT distribuídos em dois endereços de carteira.
Posteriormente, o OFAC incluiu os mesmos endereços em sua lista de identificadores digitais associados ao Banco Central do Irã.
Já em julho, outros US$ 130 milhões em USDT foram congelados em quatro carteiras após a ampliação das sanções americanas contra endereços da rede TRON relacionados ao Banco Central iraniano.
Somadas, as operações resultaram em cerca de US$ 550 milhões bloqueados em 2026, de acordo com a empresa.
Pressão dos EUA sobre redes ligadas ao Irã
A manifestação da Tether ocorre após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciar a operação chamada Economic Outcast, iniciativa voltada a interromper fluxos financeiros ligados ao governo iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.
Na ocasião, o Tesouro destacou os ativos digitais como um dos setores considerados mais vulneráveis ao uso em esquemas de evasão de sanções.
Para Paolo Ardoino, CEO da Tether, a transparência das blockchains facilita o rastreamento de recursos ilícitos.
“As blockchains públicas oferecem às autoridades um nível de visibilidade sobre a movimentação de recursos que simplesmente não existe com dinheiro em espécie”, afirmou o executivo.
Segundo ele, a companhia mantém contato direto e frequente com autoridades americanas e internacionais para identificar e congelar recursos ligados a atividades ilegais.
Total de bloqueios da Tether (USDT)
Segundo a Tether, sua atuação vai além dos casos relacionados ao Irã.
A companhia afirma trabalhar atualmente com mais de 340 agências de aplicação da lei em 67 países, apoiando mais de 2.900 investigações ao redor do mundo, sendo cerca de 1.600 ligadas às autoridades americanas.
Ao todo, essas parcerias teriam resultado no congelamento de mais de US$ 4,9 bilhões em ativos, dos quais aproximadamente US$ 2,4 bilhões estavam vinculados a investigações conduzidas pelos Estados Unidos.
Entre as operações destacadas pela empresa estão apreensões ligadas a golpes financeiros, esquemas de fraude com criptomoedas, combate ao financiamento do terrorismo e ações contra a corretora russa sancionada Garantex.